
A decisão do
ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal
(STF), de levar
para julgamento no plenário da Suprema Corte recurso no qual a
defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste no julgamento de novo
pedido de liberdade desagradou integrantes do PT. Para a legenda, o despacho de
Fachin foi um revés.
A expectativa
inicial na legenda era de que o recurso fosse levado para análise pela Segunda
Turma do STF. Integrantes do PT avaliam que, como o plenário já negou o pedido
de habeas corpus de Lula, o cenário é mais adverso para o ex-presidente. Além
disso, fica mais difícil uma análise do plenário antes do recesso do
Judiciário, como queria a defesa de Lula.
Nos bastidores,
interlocutores jurídicos do PT apostavam muito mais na possibilidade de
conseguir a prisão domiciliar de Lula na Segunda Turma. Já havia uma análise
realista de que dificilmente haveria uma reversão do STF em relação ao pedido
de liberdade.
A defesa de
Lula recorreu na tarde desta segunda contra decisão do ministro Fachin que
arquivou, na última sexta, pedido de liberdade dele. Nesse pedido, os advogados
pediram suspensão dos efeitos da condenação de Lula, ou seja, da prisão e
inelegibilidade, até que os tribunais superiores julguem recursos contra a
condenação.
Por Gerson Camarotti
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