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O presidente
da Argentina, Mauricio Macri, durante cerimônia
na Casa Rosada, em Buenos Aires, em 29 de
janeiro
(Foto:
Argentine Presidency/Handout via Reuters)
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Presidente
tem imagem negativa para 62,7% dos entrevistados em nova pesquisa, pior índice
desde início de seu mandato. Cerca de 77% consideraram negativa a decisão de
recorrer ao FMI.
A imagem
positiva do presidente da Argentina, Mauricio Macri, caiu para menos de 40%. A
maioria dos cidadãos rejeita a intervenção do FMI e vê o futuro com pessimismo,
segundo uma pesquisa de opinião divulgada neste domingo (13). A moeda argentina
desvalorizou 6,9% na semana passada.
A pesquisa,
realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (CEOP), revelou que 37,7%
dos entrevistados têm uma imagem positiva de Macri e 62,7%, negativa, seis
meses depois que a coalizão de governo Cambiemos (centro-direita) se impôs nas
legislativas. Essa é a opinião negativa mais alta e a positiva mais baixa sobre
a imagem de Macri desde o início de seu mandato, em dezembro de 2015.
Cerca de 77%
consideraram negativa a inesperada decisão do governo de recorrer ao Fundo
Monetário Internacional (FMI) para obter um novo crédito stand-by em meio a
pressões cambiais, e apenas 20,9% aprovaram esta saída. “Deve-se levar em conta
que a memória coletiva se nutre de más recordações de tempos indesejados que se
associam ao temido FMI", explicou Roberto Bacman, diretor do CEOP.
Outra pesquisa
divulgada recentemente, da consultoria D'Alessio Irol-Berensztein, havia
mostrado que 75% dos entrevistados consideraram "inadequado" recorrer
ao FMI, enquanto 66% responsabilizaram o governo pela crise cambial.
Dos
entrevistados pelo CEOP, 70,5% consideraram "fracassada a luta contra a
inflação" e 63% opinaram que o governo lidou "mal ou muito mal"
em relação à taxa de câmbio.
Por RFI

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