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| O inquérito apura o suposto de pagamento de propina pela Odebrecht na Secretaria de Aviação Civil quando a pasta foi comandada pelo MDB. |
Investigação
foi aberta para apurar se a Odebrecht pagou propina na Secretaria de Aviação
Civil quando o MDB comandava a pasta. Pedido será analisado pelo ministro Edson
Fachin, do Supremo.
A Polícia
Federal pediu nesta terça-feira (15) mais 60 dias para concluir o inquérito que
investiga o presidente Michel Temer e
os ministros Eliseu
Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas
e Energia), todos do MDB.
O pedido foi
enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do
caso na Corte.
Antes de
decidir, Fachin deverá encaminhar o pedido para análise da Procuradoria Geral
da República (PGR).
O inquérito
apura o suposto de pagamento de propina pela Odebrecht na Secretaria de Aviação
Civil quando a pasta foi comandada pelo MDB.
Embora o
inquérito tenha sido aberto em março do ano passado, Temer só foi incluído
entre os investigados em março deste ano.
Entenda
O caso se refere a um jantar no
Palácio do Jaburu, em maio de 2014, em que teria sido acertado o repasse
de R$ 10 milhões supostamente ilícito pela Odebrecht ao MDB.
O delator Cláudio Mello Filho,
ex-executivo da empreiteira, disse ter participado de um jantar com Padilha,
Marcelo Odebrecht e Temer para discutir o assunto. O presidente já admitiu que
houve o jantar, mas sempre disse que eles não falaram de valores.
Segundo a Procuradoria Geral da
República, integrantes do grupo político liderado por Temer "teriam
recebido recursos ilícitos da Odebrecht como contrapartida ao atendimento de
interesses da empreiteira pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da
República".
Inquérito dos portos
Além deste inquérito, Temer é
alvo de outra
investigação em andamento no Supremo: a que apura o suposto
pagamento de propina na edição do decreto dos portos.
A suspeita é que, ao editar o
decreto, no ano passado, Temer beneficou
a Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP). Temer e a empresa negam.
Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

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