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© Getty
Images Fundador do Wikileaks Julian Assange fala
a partir da varanda da embaixada do Equador em
Londres,
na Inglaterra – 05/02/2016
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A ministra de
Relações Exteriores do Equador,
María Fernanda Espinosa, confirmou nesta quarta-feira que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, está sem acesso
à internet desde o
final de março, quando o governo o acusou de descumprir acordo escrito,
assumido em 2017, de não interferir na política de outros países e colocar em
risco os laços internacionais do país.
O Equador
oferece asilo a Assange desde 2012 em sua embaixada em Londres.
“Atualmente,
Assange segue sem acesso às redes sociais e à internet”, disse a ministra em um
encontro em Quito, capital equatoriana, com um reduzido grupo de jornalistas.
A decisão
ocorreu na semana em que Assange postou uma mensagem em seu Twitter desafiando
a acusação do Reino Unido de que a Rússia foi responsável pelo envenenamento do
ex-agente duplo russo Sergei
Skripal e sua filha, Yulia, na cidade inglesa de Salisbury, no
início de março.
Segundo
comunicado emitido pelo governo equatoriano, Assange estaria “pondo em risco as
boas relações que o país mantém com o Reino Unido, com o resto dos Estados da
União Europeia e com outras nações” por meio de mensagens nas redes sociais.
Espinosa, que
em dezembro concedeu a nacionalidade equatoriana a Assange para tentar tirá-lo
do Reino Unido com passaporte diplomático, acrescentou que estão sendo feitos
todos os esforços “pela via diplomática para resolver a situação, e estamos
fazendo isso em permanente diálogo com o Reino Unido” e com “equipes de
advogados”.
“Estamos
buscando uma saída, mas essa saída tem que estar dentro do direito
internacional dos direitos humanos”, lembrou a ministra.
Há alguns meses,
o próprio presidente do Equador, Lenín Moreno, qualificou Assange como “uma
pedra no sapato” e disse que era vontade do Equador encerrar essa situação.
Assim confirmou
hoje também a ministra de Relações Exteriores, mas advertiu que para seu país
continua sendo “fundamental garantir a integridade da pessoa protegida”.
“Eu diria que
ambos países (Equador e Reino Unido) têm interesse e intenção de que isto se
resolva, que haja uma saída que permita a Assange estar em uma condição melhor.
Como digo, é preciso juntar vários temas para um acordo definitivo”, disse a
chanceler equatoriana.
(Com EFE)

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