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© AFP Ultranacionalistas
ucranianos capturaram o brasileiro
Rafael Lusvarghi em Kiev, capital do país –
04/05/2018
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Um grupo de
ultranacionalistas ucranianos capturou nesta sexta-feira em um mosteiro em Kiev
o brasileiro Rafael Lusvarghi,
que combateu nas fileiras dos rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.
Lusvarghi, de
33 anos, foi levado pelos integrantes de grupos vinculados ao Batalhão Azov até
a sede do Serviço de Segurança da
Ucrânia (SBU). O Azov é um grupo paramilitar ultranacionalista que
combateu ao lado do governo ucraniano no confronto no leste do país.
Em um vídeo
divulgado no YouTube, Lusvarghi aparece sendo exibido nas ruas da cidade e
levando tapas no rosto de um dos nacionalistas, antes de ser conduzido com as
mãos atadas para o prédio da SBU.
Além disso,
obrigaram o brasileiro a pedir ao presidente russo, Vladimir Putin, que lhe trocasse por
soldados ucranianos em poder dos separatistas pró-Rússia.
Os
nacionalistas pediram explicações aos representantes do SBU sobre a libertação
de um cidadão estrangeiro que tinha matado ucranianos. Em seguida, os
funcionários levaram Lusvarghi ao interior do edifício, onde foi interrogado,
segundo informou a porta-voz do SBU, Elena Guitlianskaya.
Lusvarghi foi
condenado na Ucrânia em janeiro de 2017 a 13 anos de prisão acusado de
participar de “atividades terroristas” contra o Estado, mas foi posto em
liberdade no final do ano passado por irregularidades processuais.
Aparentemente,
o brasileiro decidiu refugiar-se em um mosteiro ortodoxo nos arredores de Kiev,
já que as autoridades requisitaram seu passaporte, razão pela qual não podia
deixar o país.
O cidadão
brasileiro chegou em outubro de 2014 à região de Donestk, onde alistou-se como
voluntário nas fileiras dos separatistas pró-Rússia, mas se feriu no ano
seguinte e acabou deixando a zona de conflito.
Lusvarghi
retornou ao Brasil em meados de 2016, mas voltou à Ucrânia no final desse mesmo
ano atraído por uma falsa oferta de trabalho. Na realidade, o SBU tinha
preparado uma armadilha e lhe deteve logo após aterrissar no aeroporto
internacional de Borispol, após o que Lusvarghi foi condenado a 13 anos de
prisão no primeiro processo dessa classe contra um estrangeiro.
VEJA.com

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