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Sérgio
Cabral fez exames no IML de Curitiba, antes de
seguir para
o CMP (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
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Ex-governador
está preso em Curitiba. MP entende que Sérgio Cabral teve regalias enquanto
esteve preso em Benfica.
O Supremo
Tribunal Federal (STF) julga esta terça-feira (10) pedido da defesa de Sérgio
Cabral para que o ex-governador do Rio volte a cumprir pena no estado. O habeas
corpus está na pauta da sessão da Segunda Turma do STF desta tarde. O relator é
o ministro Gilmar Mendes, que optou por levar a decisão ao colegiado, do qual
ainda fazem parte os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski
e Celso de Mello.
Cabral está
preso desde novembro de 2016. Em janeiro de 2018, a Justiça mandou transferi-lo
para o Paraná, aonde chegou algemado e com correntes nas pernas. A mudança foi
em resposta a série de regalias encontradas em Benfica.
No começo de
fevereiro, a defesa apresentou habeas corpus solicitando liminar para suspender
a transferência, determinada pelos juízes federais Sergio Moro, que toca a
Lava-Jato em Curitiba, e Caroline Vieira Figueiredo, do Rio.
Os mimos na
prisão
- "Videoteca": tentativa de instalação de
um home theatre no presídio de Benfica, forjando a doação dos equipamentos
através de uma igreja.
- Academia: aparelhos de musculação de "bom
padrão como halteres e extensores de uso exclusivo", o que não é
permitido.
- Quitutes: produtos de delicatessen como queijos,
frios e bacalhau. Há resolução da Seap contra alimentos in natura.
- Colchões: camas utilizadas na Rio-2016, padrão
distinto dos distribuídos pela Seap.
- Escolta: em Bangu, segundo o MP, Cabral teve livre
circulação, com a proteção de agentes penitenciários.
- Visitas: recebeu, fora do horário permitido, o
filho Marco Antônio Cabral e outros deputados.
- Encomendas: Recebimento direto, o que é proibido, e
sem vigilância em "ponto-cego".
No documento
assinado pelo advogado Rodrigo Roca, ele relembra o desembarque do
ex-governador algemado em Curitiba. "Foi ainda protagonista involuntário
de uma das cenas mais impactantes da história recente da Justiça brasileira,
quando, agrilhoado pelos pés, cintura e mãos, foi arrastado pelas correntes da
Polícia Federal até o Instituto Médico Legal de Curitiba, sob pruridos de
dor", escreveu.
Por G1 Rio

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