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| A operação também tem, segundo o MP, um mandado de prisão contra o vereador Dudu, que não foi encontrado em casa e, segundo a Polícia Civil, é considerado foragido. |
Apreensão
aconteceu na tarde desta quinta-feira (12) na casa dele, no Rio. Nome de
empresário também consta em lista de investigados na Operação Lava Jato.
Uma operação da
Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apreendeu na
tarde desta quinta-feira (12) R$ 238 mil na casa do empresário Wilson da Costa
Ritto Filho, no Rio. Segundo o MPRJ, ele foi responsável por financiar, por
meio de doações, mais de 90% das campanhas eleitorais do vereador Luiz Eduardo
da Silva, o Dudu (PEN), de Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
A apreensão
aconteceu durante a operação Caminho do Ouro que prendeu na manhã desta quinta
o presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor (MDB), em casa,
no bairro Morin. No
local, os policiais encontraram dinheiro escondido em uma banheira, na
cabeceira da cama e dentro de um carro. Ele foi levado para a Polinter, no Rio.
Operação também
apreendeu R$ 155 mil em uma banheira na casa do Presidente da Câmara de
Vereadores de Petrópolis
A operação
também tem, segundo o MP, um mandado de prisão contra o vereador Dudu, que não
foi encontrado em casa e, segundo a Polícia Civil, é considerado foragido. Os
dois vereadores e o empresário Wilson da Costa Ritto Filho são suspeitos por
envolvimento em fraudes licitatórias na Câmara de Petrópolis.
Sobre a
licitação
De acordo com a
denúncia do MP, o vereador Paulo Igor combinou com o empresário Wilson da Costa
Ritto Filho uma forma de direcionar uma licitação, que gerou contrato de R$
4,49 milhões, firmado entre Câmara Municipal de Petrópolis e a Elfe Soluções em
Serviços LTDA.
Segundo o
Ministério Público, em Petrópolis, a empresa prestou serviços de limpeza,
conservação, higienização, reprografia, vigia, jardinagem, copeiragem,
recepção, telefonia, motorista, manutenção predial e operação de áudio e vídeo,
além de fornecer todos os materiais de consumo, equipamentos e insumos
necessários para as atividades dentro da casa legislativa pelo período de 12
meses, a partir de 1º de janeiro de 2012.
Para o MP, as
irregularidades incluem “sobrepreço” total na licitação de 25%.
"Segundo a
corte de contas, foram consultadas para pesquisa de preços dos serviços a serem
contratados pelo edital, exatamente as mesmas três empresas que ofereceram
propostas pelo contrato", afirma o Ministério Público. O ex-chefe de
gabinete do vereador também está entre os denunciados por ser condutor do
processo.
Por
determinação da Justiça, os sigilos bancário e fiscal dos denunciados foram
quebrados e os vereadores afastados das funções públicas.
A Defesa
O advogado do
vereador afastado Paulo Igor disse ao G1 que considera a
prisão descabida porque está no início do processo criminal.
"O Paulo
Igor poderia responder em liberdade. Na pior das hipóteses sendo afastado de
suas funções administrativas", disse a defesa, afirmando que os fatos
investigados pelo MP são de 2011 e 2012 e que, por este motivo, retira a
urgência da decisão da prisão preventiva.
O advogado
afirmou ainda que vai entrar com o habeas corpus o mais rápido possível.
A assessoria de
imprensa do vereador afastado Dudu informou que os advogados do vereador ainda
aguardam informações da justiça e não se posicionarão neste momento.
O G1 entrou em contato com o
empresário Wilson Costa Ritto Filho, mas não obteve resposta até a publicação
desta reportagem.
Por Aline Rickly, G1, Petrópolis

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