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Secretaria
de Segurança quer mais policiais nas ruas.
(Foto: Divulgação/ PMERJ)
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Medida faz
parte da resolução da Secretaria de Segurança, que quer trazer policiais
cedidos a outras instituições de volta à corporação.
Policiais
militares que não se apresentarem à Diretoria Geral de Pessoal da corporação ao
longo desta terça-feira (17) poderão ser enquadrados no crime de deserção,
previsto no Código Penal Militar - a pena, agravada no caso de oficiais, é de
seis meses a dois anos de detenção.
A afirmação foi
feita pela própria Polícia Militar, por meio de uma nota divulgada no início da
noite desta segunda-feira (16).
O aviso feito
pela PM está relacionado de forma direta à
resolução da Secretaria de Segurança publicada na edição desta segunda-feira.
Nela, o titular da pasta, general Richard Cruz, determina o retorno imediato à
corporação de PMs cedidos a outras intituições, como a Assembleia Legislativa
do Rio de Janeiro (Alerj) – 87 militares são lotados na casa. Até a noite desta
segunda, de acordo com a PM, 40 PMs que estavam na Alerj se reapresentaram.
Abaixo, a nota
da corporação:
"A Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro está com seus recursos administrativos
prontos para receber os policiais convocados pela resolução da Secretaria de
Estado de Segurança nº 1.1170, de 13/04/2018. A Corporação está
disponibilizando todos os meios para que medidas disciplinares não sejam
necessárias, fazendo uso de comunicação possível para agilizar a apresentação
destes agentes. Esclarecemos ainda que os militares que não se apresentarem ao
longo do dia 17 de abril à Diretoria Geral de Pessoal poderão incidir na
consumação do crime de deserção, previsto no Código de Penal Militar."
Queda de
braço
Desde o dia 4
de abril a Secretaria de Segurança vem travando uma disputa com a presidência
da Alerj pela devolução dos policiais. O ofício pedia a transferência do
efetivo num prazo de 72 horas.
O secretário
Richard Nunes diz que há um déficit de policiais para reforçar o patrulhamento
nas ruas. E pediu o retorno dos policiais que estavam cedidos a órgãos, como a
Alerj, que não estavam repassando ao governo a verba referente ao salário dos
policiais.
A Alerj, por
sua vez, afirma que não está inadimplente e que não pode abrir mão da segurança
da Casa e dos deputados. E vinha se recusando a devolver os policiais.
De acordo com o
texto da Resolução 1.170, de 13 de abril, a suspensão da cessão estava prevista
para quando houvesse a inadimplência de dois meses consecutivos por parte da
Alerj.
A relação dos
PMs que terão de se apresentar ao Comando da Polícia Militar está no Diário
Oficial.
Por G1 Rio

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