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No dia 7 de
abril, homens que estavam na festa foram
obrigados a
tirar a camisa e a se deitar no chão
(Foto: Divulgação)
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De acordo
com relatório da Draco e com a apuração do MP, dos 159 detidos, apenas 21 são
suspeitos de envolvimento com paramilitares. Os outros presos não possuem
anotação criminal.
O juiz Eduardo
Marques Hablistsckek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, analisa, nesta
quarta-feira (25), o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
(MPRJ) para revogar ou não a prisão preventiva de 138 dos 159
presos numa festa, no último dia 7 de abril, na Zona Oeste do Rio. De
acordo com a polícia, o evento era patrocinado por uma milícia.
Para o MPRJ,
não há, até o momento, provas efetivas que permitam o oferecimento de denúncia
contra eles. Por isso, o órgão defende a permanência na cadeia de 21 suspeitos
e pede a liberdade para 138 presos.
No entanto, o
texto do pedido de liberdade deixa claro que não há nenhuma ilegalidade na ação
policial, tampouco na
decisão da Justiça que determinou a prisão dos 159 participantes da festa.
O pedido foi
feito com base num levantamento da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado
(Draco) sobre a situação de todos os presos na madrugada do dia 7 na Operação
Medusa.
De acordo com
documento da Draco, 138 deles não têm anotações policiais sobre participação
com milicia, nem investigações ou inqueritos em andamento. A Draco não deu
informações sobre os outros presos.
Para o MPRJ, de
fato, havia integrantes no local do primeiro escalão da milícia que controla o
crime organizado na região, o que se comprova pela troca de tiros iniciada pelos
criminosos contra a Polícia Civil, quando os agentes iniciaram a operação.
Segundo as
investigações, além de disparos partidos de homens que estavam na portaria da
festa e de um carro com três ocupantes estacionado na porta, parte dos tiros
partiu também de dentro do local do evento, o que atesta que havia criminosos
no interior.
Dentro da
festa, os policiais encontraram ainda diversos fuzis e pistolas, além de
uniformes privativos das forças de segurança pública, material notoriamente
utilizado por grupos milicianos. Para o MPRJ, os fatos justificam o auto de
prisão em flagrante lavrado pelos policiais e a concessão da prisão preventiva,
autorizada em audiência de custódia no dia 9 de abril.
Após análise
mais detalhada das provas, da conduta dos suspeitos e realizadas investigações,
no entanto, o Ministério Público fluminense entende que para os presos contra os
quais não há provas suficientes para oferecimento de denúncia, deve-se revogar
a prisão preventiva.
Famílias
tentam libertar parentes
Dezoito dias
depois da operação, as famílias dos suspeitos de envolvimento com a milícia em
Santa Cruz as famílias disseram ter mais esperanças de ver os parentes
inocentes fora da cadeia.
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Fuzis foram
apreendidos em sítio considerado quartel
general da
milícia em Santa Cruz
(Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
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Stefani
Oliveira, esposa do preso Carlos Andre da Silva de Souza, disse que estava com
o marido na hora da prisão, e que, desde então não viu mais o esposo.
"Os
policiais entraram atirando, foi aquela correria e ,desde aquele dia, eu não
vejo o meu esposo. Fomos ao show ... Chegando lá, compramos nosso ingresso,
entramos, fomos revistados. Em momento nenhum eu vi arma. Ficamos curtindo o
show até acontecer tudo o que aconteceu", contou.
Adriana Cunha
Matos só não estava ao lado do filho Felipe Matheus da Cruz na hora em que ele
foi preso porque desisitu de ir ao show na última hora.
Na quinta-feira
(19), o artista de circo Pablo Martins, que estava entre os presos, conseguiu a
liberdade por meio de decisão da Justiça do Rio.
Seap informa
que preso tem 'perfeitas condições de saúde'
O Ministério
Público pediu uma avaliação psicológica de Renato da Silva Moraes, um dos 159
presos na Operação Medusa, que foi acatada pela Justiça, mas a Secretaria de
Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, nesta terça-feira (24),
que o detento “goza de perfeitas condições de saúde".
O preso -
detido durante uma ação contra a milícia de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio -
tem deficiência mental, segundo a família.
Por G1 Rio


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