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© AFP Dezessete
pessoas ficaram feridas no
atropelamento,
e um bebê de 8 meses morreu
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Condenado por
pedofilia e foragido da polícia, o australiano Christopher John Gott, de 63
anos, conseguiu escapar das autoridades da Austrália por 22 anos. Até ser
atingido por uma Hyundai i30 preta nas praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Gott morava no
Brasil com um passaporte falso há 20 anos quando foi descoberto literalmente
por acidente: ele foi uma das 17 vítimas de um carro desgovernado que invadiu o
calçadão na noite do dia 18 de janeiro e atingiu as pessoas que passavam por
ali. Um bebê de 8 meses morreu e os feridos foram levados para dois hospitais
cariocas.
O motorista,
Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, alegou ter sofrido um ataque epiléptico
enquanto dirigia – a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.
No Hospital
Municipal Miguel Couto, na Gávea, as autoridades notaram que uma das pessoas
feridas no episódio era um australiano, cujo passaporte indicava o nome Daniel
Marcos Philips. Gravemente ferido, o homem estava em coma – estado em que se
encontra até hoje, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.
A embaixada
australiana foi informada do caso e um porta-voz do Departamento de Relações
Exteriores e Comércio do Consulado da Austrália emitiu uma nota dizendo que os
oficiais australianos estavam trabalhando com as autoridades brasileiras para
determinar se um australiano tinha sido ferido no atropelamento.
O único
problema é que Philips não existia: as autoridades australianas não encontraram
qualquer registro de um cidadão daquele país com esse nome. A Polícia Federal
da Austrália iniciou uma investigação para buscar a real identidade do homem e
concluiu que o passaporte era falso.
Segundo o
jornal australiano The Australian, foi a digital de Gott, enviada para a
Polícia Federal da Austrália, que revelou que o cidadão australiano ferido no
Brasil era na verdade um fugitivo procurado pela polícia há 22 anos por um
crime sexual.
Contatada pela
BBC Brasil e questionada sobre quais são as condenações de Gott, a Polícia
Federal australiana confirmou que ajudou na identificação de "uma vítima
de um acidente de carro no Brasil", mas disse que não poderia dar mais
detalhes sobre o caso. Já a Polícia Federal do Brasil ainda não se pronunciou
oficialmente em relação ao assunto.
Procurado
Nascido em
Melbourne, Gott trabalhou como professor de ensino médio na cidade de Darwin
até 1994, quando foi preso após 17 denúncias diferentes de abuso sexual de
crianças, incluindo uma acusação de estupro de uma criança menor de 14 anos e o
abuso de um adolescente de 16 anos, segundo o periódico The Australian. Ele foi
condenado a seis anos de prisão e fugiu dois anos depois, após ter a liberdade
condicional concedida.
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© EPA A
polícia investiga o que aconteceu dentro do carro
que atropelou pelo menos 17 pessoas em
Copacabana
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Gott é
procurado por autoridades australianas desde então.
A polícia do
Território do Norte, região da Austrália onde Gott vivia, confirmou à BBC
Brasil que procurava Gott por violar sua liberdade condicional e afirmou que
trabalha com autoridades internacionais para avaliar a possibilidade de
extradição. "Devido à seu estado de saúde, vamos continuar a monitorar a
situação com o objetivo de tomar uma atitude, se possível, no futuro",
afirmou o órgão.
Um funcionário
do Hospital Miguel Couto que pediu para não ser identificado disse que é
improvavél que o australiano saia da coma. A Secretaria Municipal de Saúde do
Rio de Janeiro afirmou que o estado de saúde dele é grave e Gott segue em coma.
No Brasil há 20
anos, morava em Copacabana e dava aulas de inglês como professor freelancer,
segundo um conhecido que pediu para não sei identificado.
O jornal The
Australian também afirma que Gott trabalhou em uma escola internacional
brasileira.
A embaixada da
Austrália no Brasil disse que não poder disponibilizar informações sobre o
caso.
O Itamaraty
informou à BBC Brasil que cabe ao Ministério da Justiça comentar o assunto. Até
o fechamento desta reportagem, a pasta não havia retornado o pedido de
informações.


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