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Nikolas Cruz tinha fotos com armas em
rede social
(Foto: Reprodução/TV Globo)
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Projeto de
lei foi encaminhado para que seja aprovado pelo governador Rick Scott. Outra
medida aprovada é o aumento da idade mínima exigida para a venda de rifles.
Os legisladores
da Flórida aprovaram nesta quarta-feira (7) um projeto de lei estadual sobre
segurança em escolas com medidas que incluem a autorização de que alguns
funcionários de escolas portem armas e o aumento da idade mínima exigida para a
venda de rifles. O texto foi encaminhado para que seja aprovado pelo governador
Rick Scott.
A lei também
prevê novos programas sobre saúde mental para escolas e um período de espera
três dias para todas as compras de armas.
A lei, que é
uma resposta ao tiroteio na escola de Parkland, onde um ex-aluno
disparou com um rifle AR-15 matando 17 pessoas, foi aprovada por 67 votos a
favor e 50 contra. Nikolas Cruz, acusado pelo massacre, tinha 18 anos quando
comprou legalmente o fuzil que usou, disseram autoridades. Ele foi acusado
formalmente nesta quarta de 34 crimes: 17 homicídios e 17 tentativas de
homicídio, que se referem a feridos no ataque.
O Congresso da
Flórida é controlado por republicanos, do mesmo partido do governador Rick
Scott, mas o projeto também recebeu votos de aprovação por democratas. De
acordo com a Associated Press, alguns dos deputados que apoiam o projeto de lei
afirmaram que não gostam de alguns de seus aspectos.
O conjunto de
medidas atende a uma série de exigências feitas por alunos da Marjory Stoneman
Douglas High School e de seus familiares, que fizeram campanha pela aprovação
de novas leis de armas. No entanto, não atende a uma das demandas principais,
que é a proibição de armas de assalto como a que foi usada no massacre de 14 de
fevereiro.
A medida de
permitir que alguns funcionários de escola sejam armados foi defendida pelo presidente Donald Trump após
a repercussão do tiroteio em Parkland. Os críticos dessa medida dizem que ela
representa um risco para os estudantes, que poderiam ser alvejados no calor de
uma discussão disciplinar ou caso sejam confundidos com invasores.
Esta
medida tinha sido rejeitada na
última segunda-feira pelo Senado.
Um comitê da
Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma legislação semelhante na semana
passada, incluindo uma cláusula que permite aos xerifes criar programas
voluntários para empossar funcionários de escolas como "delegados"
armados, contanto que sujeitos à aprovação do distrito escolar e a um
treinamento especial. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou
apoio a tal plano, também defendido pela NRA.
Por G1

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