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Rodrigo Maia
participa de seminário na Zona Sul do Rio
nesta sexta-feira (9) (Foto: Reprodução /
GloboNews)
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Presidente
da Câmara dos Deputados defendeu Reforma da Previdência e falou que é contra
aumento de impostos. "Se tiver que passar pelo Congresso, não vai",
disse ele.
O presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta sexta-feira (9) que não é
só o seu Estado, o Rio de Janeiro, que está falido. Para ele, o governo federal
vive situação semelhante. A declaração foi feita durante almoço na Zona Sul do
Rio com empresários e políticos.
"A gente
precisa sair desse discurso fácil e ter a coragem de dizer que o Estado está
falido. Não apenas o Estado do Rio, mas o Estado... o governo federal também.
Só não quebra, como disse, porque pode emitir dívida ou emitir dinheiro, mas
que, efetivamente, se nada for feito num momento rápido, vamos voltar num
período pré-1994, da hiperinflação, de um país sem expectativa e com a pobreza
crescendo de forma permanente", disse Maia.
"Tenho
certeza de que não é isso que queremos, para avançar tem[os] que encarar o
debate e discutir despesa", concluiu, em alusão à Reforma da Previdência e
garantindo ser contra mais tarifas aos contribuintes. Isso, afirma ele, é um
consenso entre os seus pares.
"Se tiver
que passar pelo Congresso (o aumento de imposto), não vai".
Intervenção
no RJ
O presidente da
Câmara afirmou ainda que acompanha a intervenção federal na Segurança Pública
do Rio e pediu atenção à Fazenda Nacional para eventuais ajudas ao Governo
Estadual. Ele mencionou contratos cancelados com fornecedores e disse que os
equipamentos da pasta estão "sucateados". Maia chamou a solução de
"corajosa, porém extremada".
"A gente
espera que o interventor possa apresentar o planejamento dele para a sociedade
e, dentro do planejamento, a gente possa entender qual a expectativa dele de
orçamento. A gente sabe muito bem que a estrutura das nossas polícias e [do]
Corpo de Bombeiros ficou sucateada nos últimos meses e anos. É só ver o
orçamento do Estado do Rio, dos R$ 10 bilhões, o custeio custa R$ 200 milhões
ou R$ 300 milhões. Contratos foram reduzidos ou cancelados pela falta de
recursos. Agora, com interenção federal a responsabilidade também é
nossa".
Proposta para
integrar as polícias dos Estados, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp)
deve ser votado na próxima semana. "No mais tardar, em 15 dias".
Por Gabriel Barreira, G1 Rio

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