Alerj vota nesta terça-feira lei que pode impedir corte de luz e água para desempregados do RJ que têm tarifa social | Rio das Ostras Jornal

Alerj vota nesta terça-feira lei que pode impedir corte de luz e água para desempregados do RJ que têm tarifa social


Luz não poderá ser cortada por três meses da casa de
desempregados que têm tarifa social, determina projeto
de lei que será votado na Alerj (Foto: Reprodução/TV TEM)
Proposta, aprovada em 1ª discussão, será votada novamente nesta terça. Alerj vota também projeto que limita prisões provisórias em penitenciárias.
O cidadão fluminense que estiver desempregado e for beneficiário de tarifa social não poderá ter serviços básicos — como água, luz e esgoto — cortados, mesmo que não consiga pagá-los por até três meses. É o que determina um projeto de lei que será votado nesta terça-feira (13) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Para receber o benefício, caso a proposta seja aprovada, a pessoa não poderá ter débitos pendentes. Além disso, o salário antes da demissão deverá representar ao menos 50% da renda familiar. Segundo o texto, a isenção temporária do pagamento deve ser requisitada ao Governo ou à própria concessionária.
"O objetivo do projeto é dar condições aos desempregados de recuperarem sua dignidade e ganharem tempo para se organizar financeiramente. Energia e água são serviços essenciais e é muito cruel deixar uma família sem esses serviços", diz o autor da proposta, Luiz Martins (PDT).
Em dezembro do ano passado, o projeto foi aprovado em primeira discussão depois de sofrer emendas. Com elas, foi determinado que as concessionárias devem receber as compensações financeiras decorrentes da dívida em créditos tributários.
Para o projeto ser aprovado, precisa receber o voto da maioria simples dos 70 deputados da Casa. Depois, ainda precisa ir à sanção do governador Luiz Fernando Pezão (MDB).
Prisão provisória de 6 meses em penitenciárias
Outro projeto importante que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota nesta terça-feira é o que limitaria a prisão provisória no sistema penitenciário do Estado a seis meses. Depois desse período, a custódia seria de incumbência do Tribunal de Justiça.
Aprovado pela Alerj no ano passado, ele foi vetado pelo governador Pezão. Por isso, volta para ser apreciado pelos parlamentares.
O projeto seria discutido há uma semana, mas foi retirado de pauta. A proposta, diz o deputado Paulo Ramos, faria o Poder Judiciário assumir a agilidade necessária para dar fim à superlotação nas cadeias.
"Se a causa é a morosidade da justiça, é natural que o Poder Judiciário arque com as conseqüências. Tem sido muito fácil ao poder judiciário lavar as mãos", diz o parlamentar.
Quando vetou a decisão, em meio à Lava Jato e com deputados presos, Pezão citou uma "desnecessária insegurança jurídica" caso o projeto fosse sancionado.
"Considerando as diversas apurações criminais em curso envolvendo autoridades ou ex-autoridades estaduais, a sanção de tal projeto poderia agregar uma desnecessária insegurança jurídica à atuação investigativa e jurisdicional estatal", escreveu o governador.
Por Gabriel Barreira, G1 Rio

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