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O novo
ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante
a cerimônia de posse no Palácio do Planalto
(Foto: Beto Barata/PR)
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Novo
ministro da Segurança Pública deu declaração ao tomar posse, no Palácio do
Planalto. Ex-ministro da Defesa, Jungmann atuou nas negociações que resultaram
na intervenção federal no Rio.
O novo ministro
da Segurança Pública, Raul Jungmann, criticou nesta terça-feira (27) quem,
durante o dia, reclama da insegurança no Rio de Janeiro e, à noite, consome
drogas.
Jungmann deu a
declaração ao se dirigir ao presidente Michel Temer durante a cerimônia de posse, no Palácio do
Planalto.
Ex-ministro da
Defesa, ele atuou nas negociações que resultaram na intervenção federal na segurança
pública do Rio de Janeiro.
"Me
impressiona, presidente, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde eu vejo durante o
dia as pessoas clamarem contra a insegurança, clamarem contra a violência,
clamarem contra o crime – e estão corretas – e à noite financiarem esse mesmo
crime, através do consumo de drogas".
Ainda no
discurso, Jungmann também criticou a classe média que, "pela frouxidão dos
costumes" e "ausência de valores", perde a capacidade de
entender "os limites entre o que é lícito e é ilícito e passa a consumir
as drogas".
"Na
outra ponta, nós temos aqueles a quem nada falta, aqueles que têm recursos,
aqueles que, muitas vezes chamamos de classe média, mas que pela frouxidão dos
costumes, pela ausência de valores, pela ausência de capacidade de entender os
limites entre o que é lícito e ilícito, passam a consumir as drogras".
Em outro
trecho, o novo ministro também avaliou que os presídios brasileiros foram
transformados em "home
office" do crime organizado.
Novo ministério
À frente do
novo ministério, Raul Jungmann será o novo responsável pela Polícia Federal,
pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria Nacional de Segurança
Pública, além do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e do Conselho
Nacional de Segurança – todos esses órgãos eram vinculados ao Ministério da
Justiça.
Mais cedo,
nesta terça, o novo ministro trocou o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, e
indicou para o cargo o atual secretário de Segurança Pública, Rogério Galloro.
Segundo o
colunista do G1 e da
GloboNews Gerson Camarotti, a avaliação interna é a de que a permanência de
Segovia na PF iria ofuscar as
ações do novo ministério.
Além disso,
informou a colunista do G1 Andréia
Sadi, Temer e Jungmann avaliaram que o diretor-geral da PF "perdeu a autoridade".
Por G1, Brasília

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