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© Marcos de
Paula/Estadão O governador do Rio
de Janeiro,
Luiz Fernando Pezão (MDB)
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RIO - Dois dias
antes do início do carnaval, principal evento turístico carioca, o governador
do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB),
anunciou nesta quinta-feira, 8, medidas para tentar conter a criminalidade no
Estado. Uma delas é a volta do Regime Adicional de Serviço (RAS), que consiste
no pagamento de horas extras a policiais para que trabalhem além do expediente
oficial. Isso vai permitir que 2.000 policiais civis e militares estejam nas
ruas por mais tempo, até o fim deste ano, a um custo de R$ 9 milhões ao mês,
avalia o governo estadual.
Segundo o
secretário de Segurança, Roberto
Sá, parte desses policiais vai atuar na Delegacia Especializada em
Armas, Munições e Explosivos (Desarme), criada para combater o tráfico de armas
no Estado. Já foram apreendidos 65 fuzis no Rio em 2018.
"Somente o
reajuste dos salários significa R$ 1 bilhão a mais, no ano, no bolso dos
policiais, bombeiros e agentes penitenciários. Fizemos um grande esforço
financeiro, que começa a dar resultados e possibilitou colocar em dia o RAS e o
Proeis e, a partir do fim deste mês, o sistema de metas", disse o
governador. "Isso tudo com recursos próprios, da arrecadação. Outra ação
importante é a manutenção do reajuste dos salários dos servidores da segurança
neste mês."
O RAS existiu
entre 2012 e 2016, e uma dívida de R$ 13,8 milhões referente a horas extras já
cumpridas será pago nesta sexta-feira, 9, segundo o governo. Outra medida
anunciada foi a compra de 1 mil veículos para a Polícia Militar, entre eles 200
blindados, e 85 para a Polícia Civil. Os carros custarão R$ 83 milhões.
Outra mudança vai
atingir as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que já correram risco de
serem reduzidas: elas vão estender seu raio de atuação territorial. O
policiamento na Costa Verde (região onde fica Angra dos Reis, que vive
confrontos de facções criminosas desde 26 de janeiro) será reforçado.
Pezão afirmou
que conseguirá custear os investimentos em segurança por conta do aumento na
arrecadação.
"Em
janeiro batemos 12,5% de aumento de arrecadação", declarou.
Durante o
carnaval, 17 mil policiais vão trabalhar em todo o Estado do Rio, segundo o
governador.

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