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© Wilton
Junior|Estadão O presidente Michel Temer
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BRASÍLIA - O
presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, 27, durante a posse do
ministro Raul Jungmann no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que a
transferência da Polícia Federal para a nova pasta não vai interferir nas ações
da Operação Lava Jato.
Questionado
durante o evento, antes de confirmada a saída do diretor-geral, Fernando
Segovia, do comando da corporação, Temer disse que a operação “vem sendo
tranquilamente levada adiante”. “Não há um movimento sequer com vistas à
interrupção (da operação)”, afirmou o presidente.
A escolha de
Segovia para o cargo foi cercada de desconfianças por sua indicação ter partido
de nomes do MDB. O agora ex-diretor-geral da PF foi superintendente da
corporação no Maranhão durante o governo de Roseana Sarney, filha do
ex-presidente da República, ex-senador e um dos principais caciques do partido
José Sarney.
Segurança. Ao
exaltar a criação do ministério – que será o 29.º do seu governo – o presidente
disse que a ideia nasceu “da constatação de que o crime só se fortalece com a
fragmentação dos esforços do poder público”. Além da PF, a nova pasta ficará
responsável pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Penitenciário
Nacional (Depen).
A divisão
esvazia as funções do Ministério da Justiça, que ficará com órgãos como a
Fundação Nacional do Índio (Funai), o Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) e o Arquivo Nacional.

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