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Casas no
Magarça, em Campo Grande, seguem
alagadas
(Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Trens não
estão parando na estação Ramos da SuperVia por causa do alagamento. Quatro
pessoas morreram por causa dos efeitos da chuva.
Vários pontos
do Rio de Janeiro ainda sofrem com os efeitos da forte chuva que caiu na cidade
na madrugada de quinta-feira (15). A cidade ainda está em estágio de atenção.
Às 6h20, os trens do ramal de Saracuruna não paravam na estação de Ramos da
SuperVia, que segue fechada por causa de alagamentos. O túnel que leva ao local
segue cheio d'água.
Quatro
pessoas morreram, entre elas um adolescente. Duas mil pessoas
estão desalojadas por causa de transtornos causados pelo temporal. Mais de cem
árvores caíram em toda a cidade.
Em Rio das
Pedras, na Zona Oeste, ainda há pontos de alagamento e falta de energia. Na
Avenida Engenheiro Souza Filho, uma das principais da região, a pista sentido
Barra da Tijuca continua alagada.
Moradores da
Vila Sapê, em Curicica, também sofreram com os efeitos do temporal. O alagamento
destruiu sofás, fogões, geladeiras e brinquedos. O Rio Guerenguê transbordou
durante a chuva.
No Magarça, em
Campo Grande, também na Zona Oeste, a água também não escoou completamente,
quase 30h após o forte temporal. Os moradores passaram a noite limpando as
vias. Um dele conta que a casa onde vive chegou a ficar inundada por mais de 60
centímetros de água.
“Foi uma luta.
Passamos a noite toda tirando água, com muito vento e muita chuva. E a rua
ficou esse caos. Encheu muito”, explicou o morador Genilson Araújo.
Longo trecho da
Gardênia Azul segue sem luz. Na noite de quinta (15), os
moradores chegaram a fazer um protesto e fecharam a Avenida Ayrton
Senna, pedindo a normalização do serviço. Quem vive na Cidade de Deus também
sofre com a falta de energia.
Em Cordovil,
ainda há árvores caídas. Na Rua General Carvalho, uma delas obstrui a passagem.
Os moradores da região da Avenida Marechal Rondon também sofrem com a falta de
luz.
Defesa Civil
De acordo com a
Defesa Civil, os bairros onde aconteceram mais solicitações foram Cascadura,
Guaratiba, Campo Grande e Santa Cruz.
“Nós fizemos
desde o princípio da chuva, das 22h do dia 14 até o momento, 770 solicitações,
sendo efetivadas 51 interdições, sendo 41 delas na comunidade Parque Everest,
no Complexo do Alemão e outras dez nas ocorrências onde tivemos vítimas”,
detalhou Luiz André Moreira, da Defesa Civil.
Ele destacou
que, a qualquer problema estrutural nas residências, é preciso entrar em
contato com o órgão público por meio dos números 199 e 1746.
O secretário
municipal de Assistência Social explicou que um mutirão vai ajudar a recompor
os documentos de quem perdeu tudo no temporal.
“Foram mais de
550 famílias desalojadas, é uma situação atípica no Rio de Janeiro. Ontem foi o
momento de cadastrar as famílias e hoje estamos entrando com cesta básica, água
e documentação, que muitos perderam”, explicou Pedro Fernandes.
Ainda de acordo
com o secretário, a maioria das pessoas que foi impedida de ficar em casa optou
em ir para a casa de amigos e parentes. Apenas uma minoria se encaminhou para
os abrigos da Prefeitura do Rio.
Por Bom Dia Rio

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