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© Fournis
par RFI
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Há algumas
semanas os moradores de Lens, no norte da França, vêm reivindicando a
transferência do quadro da Mona Lisa para uma exposição temporária na filial ou
Louvre na cidade. Até a torcida do time de futebol local se mobilizou na
campanha. Especialistas apontam para o risco de degradação da obra em caso de
transferência, mesmo se o governo já desobedeceu algumas vezes as restrições
dos peritos. Será que o sorriso mais misterioso do mundo vai poder viajar?
A imagem da
torcida organizada do RC Lens desenrolando uma bandeira gigantesca com a foto
da Mona Lisa antes do jogo contra o Valenciennes no domingo (11) surpreendeu os
desavisados. Os torcedores do time da segunda divisão francesa se uniram à
campanha que a cidade vem fazendo para que o quadro de Leonardo da Vinci,
exposto no Louvre, em Paris, desde 1797, seja transferido temporariamente para
a filial do Louvre em Lens.
A filial do
maior museu do mundo na cidade do norte da França já recebeu cerca de três
milhões de pessoas desde que abriu suas portas em 2012. Mas os organizadores
gostariam de atrair mais gente, e nada melhor que a obra de Da Vinci para
chamar a atenção dos turistas. Só para se ter uma ideia do poder de atração do
enigmático sorriso, atualmente dos cerca de 7,5 milhões de visitantes do
Louvre de Paris por ano, 7 milhões apreciam – mesmo que de longe – a Joconda,
como dizem os franceses.
“É uma obra
prima maior, que desperta o inconsciente coletivo de todos. Isso chamaria a
atenção para nossa região, e talvez até abriria outras perspectivas de
desenvolvimento”, projeta o prefeito de Lens, Sylvain Robert, lembrando que
seria uma boa ideia aproveitar o aniversário de cinco anos do museu para
receber temporariamente a Mona Lisa.
Em janeiro, o
prefeito chegou a enviar uma carta ao presidente francês Emmanuel Macron
pedindo que a obra fosse emprestada ao Louvre de Lens. Já do lado da
população, um vídeo no qual os moradores pedem que o quadro deixe a capital foi
divulgado nas redes sociais. A pequena cidade também parece contar com o apoio
da ministra da Cultura, Françoise Nyssen, que cogitou, há duas semanas, uma
possível transferência da Mona Lisa.
Obra de Da
Vinci já foi para o Japão e para os Estados Unidos
Porém, a
possível viagem da Mona Lisa não agrada a todos, principalmente os peritos em
restauração do Louvre de Paris. Além do valor inestimável da obra, os especialistas
temem pela fragilidade da tela. Segundo os peritos, a tela é montada sobre uma
base de álamo e a madeira teria uma fenda na parte superior interna, que não é
visível pelo público, e que poderia sofrer se tirada do lugar.
Porém, essa não
seria a primeira vez que a Joconda deixaria o Louvre. Em 1963,
o quadro foi para os Estados Unidos e, em 1974, foi apresentado no Japão. E, em
ambas as vezes em que a tela deixou Paris, a viagem foi feita contra as
preconizações do museu do Louvre e seus conservadores.

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