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© Fournis
par RFI
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O autor do
tiroteio, que deixou 17 mortos na Flórida, Nikolas Cruz, 19 anos, era um
ex-aluno problemático e tinha dado sinais de que cometeria o massacre nas redes
sociais.
Nikolas Cruz
havia sido expulso por problemas de disciplina da escola Marjory Stoneman
Douglas High School, em Parkland. Ele foi detido perto da cidade Coral Springs,
com um fuzil AR15 e várias munições, pouco depois do massacre.
De acordo com o
jornal The New York Times, ele começou a atirar nas redondezas da escola,
matando três pessoas. Doze foram atingidas na porta do estabelecimento e duas
morreram no hospital. As vítimas, que incluem um técnico de futebol e o filho
de um policial, foram identificadas nesta quarta-feira (14).
Segundo o
senador da Flórida, Bill Nelson, que conversou com o FBI, o ataque foi
preparado meticulosamente. Ao chegar ao estabelecimento, Nikolas Cruz usava uma
máscara de gás e acionou o alarme de incêndio para que os alunos deixassem a
sala de aula. Alguns estudantes ouvidos pela polícia acharam o procedimento
estranho, já que um exercício em caso de incêndio já havia sido realizado mais
cedo.
Polícia pede
monitoramento de redes sociais
Segundo o chefe
da polícia de Broward, Scott Israel, o jovem vinha publicando mensagens sobre
seus planos nas redes sociais. Ele insistiu na necessidade de denunciar esse
tipo de publicação para prevenir que outras tragédias ocorram.
Nikolas Cruz
era conhecido em seu liceu como um aluno problemático. De acordo com o
professor de Matemática Jim Gard, o estudante parecia “calmo’”, mas já tinha
ameaçado outros colegas. Outros membros da direção estavam preocupados com seu
comportamento. Eles contaram à polícia que ele era obcecado por uma estudante e
a perseguia de maneira doentia.
Por conta
desses detalhes, a escola proibiu o jovem de circular no estabelecimento com
uma mochila, como medida de prevenção. Para muitos colegas, a tragédia era
previsível. Eles declararam que Nikolas era solitário, comentava que tinha
armas em casa e que pretendia utilizá-las. Em um episódio, quebrou uma janela
de vidro de uma sala de aula.
Outro estudante
contou que ele deixou a escola porque pretendia mudar-se para o norte do país,
depois da morte de sua mãe. Ele também já havia feito um treinamento militar.
Este é o 18° tiroteio ocorrido em escolas americanas desde o início do ano.

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