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Vista da
floresta do estado de El Peten, na Guatemala,
onde 60 mil
estruturas foram encontradas
(Foto:
Carlos Alonzo/AFP)
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Descoberta
ocorreu com a ajuda de nova tecnologia que foi fundamental para acelerar buscas
arqueológicas, dizem especialistas.
Um escâner de
alta tecnologia detectou 60 mil estruturas arqueológicas maias no norte da
Guatemala, ocultas sob o solo e a floresta densa, informaram nesta quinta-feira
(1º) pesquisadores e autoridades locais.
As relíquias
foram encontradas nos dois últimos anos com tecnologia LiDAR (Light Detection
And Ranging), que por meio de sensores em uma aeronave escaneou 2,1 mil km² no
estado de El Petén, na fronteira com o México e Belize, disse em coletiva de
imprensa o americano Marcello Canuto, um dos diretores do estudo.
Entre as descobertas
estão novos centros urbanos com calçadas, casas, terraços, centros cerimoniais,
canais de irrigação e fortificações, entre outros, detalhou Canuto, arqueólogo
da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos.
As medições e
elaborações de mapas foram feitas em nove sítios e arredores, estudados pela
Fundação Patrimônio Cultural e Natural Maya (PACUNAM), uma entidade financiada
pela iniciativa privada na Guatemala e doadores estrangeiros.
Uma das
revelações do estudo foi a localização de uma nova pirâmide de 30 metros, que
havia sido identificada como um morro natural em Tikal, o principal sítio
arqueológico do país centro-americano. Também foi situada um sistema de fosso e
muralha de 14 km no mesmo local.
"Agora não
é necessário cortar a mata para ver o que há por baixo", afirmou Canuto,
ao qualificar a investigação como uma "revolução na arqueologia
maia".
Segundo o
especialista, o sistema LiDAR permitiu detectar em um curto prazo descobertas
que teriam exigido décadas com a arqueologia tradicional.
Além disso, o
estudo sugere que em seu auge estas terras baixas maias foram ocupadas por dez
milhões de habitantes, uma população "muito maior" que a das
estimativas anteriores.
As revelações
do estudo serão exibidas em um documentário que estreará em 11 de fevereiro
pelo canal de televisão da National Geographic, acrescentou o ministro da
Cultura e Esportes, José Luis Chea.
"Estas
descobertas reafirmam que a Guatemala é o coração do mundo maia",
acrescentou Jorge Mario Chajón, diretor do Instituto Guatemalteco de Turismo
(Inguat).
A cultura maia
teve seu esplendor no chamado período clássico até que entrou em uma etapa de
decadência no pós-clássico, entre os anos 900 e 1200 d.C.
Esta rica
cultura se expandiu pelos territórios que atualmente abrangem Guatemala, México,
Belize, El Salvador e Honduras.
Por France Presse

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