![]() |
Trabalhadores
foram flagrados em condições semelhantes
à escravidão
em salina em Araruama, no RJ
(Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho)
|
Flagrante
foi feito em Praia Seca. De acordo com o Ministério do Trabalho, trabalhadores
eram submetidos à condições degradantes.
O Ministério do
Trabalho informou nesta terça-feira (16) que resgatou dez trabalhadores em
condições semelhantes à escravidão em uma salina na localidade de Praia Seca, em Araruama, na Região dos Lagos. Segundo
o órgão, os trabalhadores foram encontrados em condições degradantes no dia 9
de janeiro.
De acordo com o
MT, a empresa responsável foi notificada e os trabalhadores foram desligados do
trabalho, receberam as guias do programa de seguro-desemprego para resgatados,
e encaminhados para programas sociais.
Auditores-fiscais
do órgão fizeram inspeções onde ocorria a extração de sal, na fábrica onde era
feita a moagem e no alojamento dos trabalhadores.
No alojamento,
ainda segundo o MT, os fiscais encontraram as piores condições como: falta de
água potável, falta de camas (havia um colchão fino e travesseiros no chão),
falta de higiene e limpeza em toda a casa (tinha lama no banheiro e muito lixo
pelo terreno).
Ainda de acordo
com os auditores, as descargas dos banheiros estavam quebradas, fiações
elétricas expostas e ventiladores quebrados, além de não haver roupas de cama e
armários.
Durante a
operação de fiscalização, os agentes interditaram equipamentos usados na
fábrica por falta de segurança. Foram encontradas também irregularidades no
processo de moagem do sal e diversas infrações que não garantiam a segurança do
trabalhador.
O Ministério do
Trabalho disse ainda que a empresa assumiu o vínculo empregatício de todos, mas
ainda não pagou a rescisão dos funcionários, nem arcou com as viagens de volta
para casa dos trabalhadores.
A Procuradoria
do Trabalhador em Cabo Frio estava presente na reunião com a empresa e convocou
os responsáveis para prestar novos esclarecimentos ainda nesta semana.
Os
trabalhadores e suas famílias estão sendo atendidos pelo programa Ação
Integrada da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres
e Idosos. Ela está garantindo o retorno dos resgatados a seus domicílios, já
que, quatro deles são oriundos de outros estados.
Segundo os
agentes, a operação vai continuar. O G1 tenta contato com a empresa notificada.
Por G1 Região dos Lagos

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!