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Mulher
dentro de restaurante norte-coreano localizado
em Shenyang, na China (Foto: Chandan
Khanna/AFP)
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A partir
desta quarta, empresas norte-coreanas na China deveriam fechar suas portas, de
acordo com medida das Nações Unidas.
Restaurantes
norte-coreanos permanecem abertos nesta quarta-feira (10) em Pequim apesar de
ter expirado o prazo outorgado pelo governo chinês para o fechamento das
empresas desse país presentes na China, de acordo com as sanções impostas pelo
Conselho de Segurança da ONU.
Vários
restaurantes norte-coreanos da capital mantêm sua atividade normal e recebem
reservas de clientes para os próximos dias, embora outros tenham fechado suas
portas cumprindo com o prazo estabelecido para sua implementação, que terminou
na terça-feira (9).
"Está
aberto normalmente", disse à agência EFE um funcionário do restaurante
Pyongyang Haitanghua, que preferiu manter o anonimato e garantiu que não havia
previsão para o fechamento do estabelecimento, um dos mais populares de
culinária norte-coreana da capital.
A recepcionista
de outro restaurante norte-coreano de Pequim, o Pyongyang Lingluodao, assegurou
que o estabelecimento estaria aberto no horário habitual. "No futuro, não
tenho certeza", disse, sem querer dar mais detalhes. O mesmo repetiu outra
funcionária do restaurante Okryugwan: "Hoje está aberto".
Sanção
No dia 28 de
setembro de 2017, o Ministério de
Comércio da China anunciou o fechamento das empresas norte-coreanas e mistas (com
capital chinês e norte-coreano) com presença neste país, de acordo com a
resolução 2375, adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança para
pressionar o regime de Kim Jong-un a deter seus programas de desenvolvimento de
armas nucleares e mísseis.
O porta-voz do
Ministério de Relações Exteriores, Lu Kang, reiterou há alguns dias que as
autoridades chinesas foram claras sobre a data limite da implementação e que se
investigará se alguma empresa a descumprir.
Além disso,
lembrou que a China sempre cumpriu com suas obrigações e implantou as
resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança.
Em meio às
conversas de alto nível entre as duas Coreias, as primeiras em dois anos, o
porta-voz chinês de Exteriores voltou a pedir nesta quarta à comunidade
internacional que proporcione mais apoio e compreensão perante os esforços
realizados por ambos países para reduzir a tensão regional.
O comunicado
ministerial de setembro do ano passado detalhava que, além das empresas em
território chinês, também seriam fechadas as empresas com capital chinês e
norte-coreano estabelecidas no exterior.
A República
Popular da China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte e, tradicionalmente,
seu principal apoio político, mas nos últimos meses aceitou a aprovação de
duras sanções contra Pyongyang por parte do Conselho de Segurança da ONU.
Por Agencia EFE

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