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Manifestantes
protestam nesta segunda-feira (22) em Caracas
contra a
morte do ex-policial e piloto Óscar Pérez em operação
policial na
semana passada (Foto: Juan Barreto/AFP)
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Corpo de
Óscar Pérez foi enterrado nesta segunda em Caracas, sem o aval de sua família.
Agentes da
polícia venezuelana dissolveram nesta segunda-feira (22) com gases
lacrimogêneos e balas de borracha um protesto realizado em Caracas pela morte,
há uma semana, do piloto rebelde Óscar Pérez em um operação para capturá-lo.
O corpo de
Pérez foi enterrado nesta segunda
em Caracas, sem o aval de sua família -- sua viúva e sua mãe queriam que
corpo fosse levado ao México, onde moram.
Jovens
encapuzados responderam com pedras e coquetéis molotov. Os distúbios na
manifestação, iniciada pela manhã em frente à Universidade Central da Venezuela
(UCV) -principal do país- deixaram 30 pessoas feridos, segundo dirigentes
estudantis.
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Amigos e
parentes de Óscar Pérez participam de missa
celebrada
após seu enterro em cemitério em Caracas,
na Venezuela, no domingo (21) (Foto: Federico
Parra/AFP)
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Ruas foram
bloqueadas por manifestantes com escombros e sacos de lixo foram queimados,
enquanto as vias de acesso à área eram vigiadas por militares.
"Não somos
de direita nem de esquerda, somos os de baixo, somos resistência, e vamos pelos
de cima!", disse à AFP, em meio dos distúrbios, um manifestante com o
rosto coberto com uma máscara antigases.
A concentração
foi convocada pela ex-deputada opositora María Corina Machado como
"homenagem" a Pérez, um ex-agente da polícia científica, e seus
homens.
"Há uma
Venezuela que se rebela", declarou na manifestação a dirigente, que rompeu
com a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) por considerar que a
"saída eleitoral" para a crise venezolana está cercada por
"fraude".
Machado também
rejeita as negociações empreendidas pelo governo de Nicolás Maduro e pela
oposição na República Dominicana, que chama de "farsa".
Operação
contra Pérez
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Imagem
retirado de vídeo mostra o ex-policial venezuelano
Óscar Pérez
com o rosto ensanguentado
(Foto:
Social Media Website via Reuters )
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Na
segunda-feira passada, Pérez e seis de seus companheiros foram abatidos em uma operação militar e policial nos arredores de
Caracas.
Organizações de
direitos humanos denunciaram possíveis "execuções extrajudiciais",
mas o governo argumenta que as autoridades responderam a ataques armados do
piloto e de seu grupo.
Pérez, acusado
de "terrorismo" e declarado
"o criminoso mais buscado" no país petroleiro, se rebelou
contra Maduro em meio a protestos opositores que deixaram 125 mortos entre
abril e julho de 2017.
Em 27 de junho
ele atacou de um helicóptero a corte suprema e o ministério do Interior com
granadas e armas de fogo, sem deixar vítimas. Em 18 de dezembro seu grupo
amordaçou militares em um quartel e roubou fuzis e munições.
Por France Presse



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