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Homem
participa de processo de validação de partidos em Caracas,
na Venezuela, em 27 de janeiro de 2018. (Foto:
Marco Bello/ Reuters)
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Partido
Primeiro Justiça, do ex-candidato à presidência Henrique Capriles, não
conseguiu coletar as assinaturas necessárias e convocou a militância para uma
nova tentativa em fevereiro.
A Ação
Democrática (AD), um dos principais partidos de oposição na Venezuela, conseguiu reunir assinaturas suficientes para
sua reinscrição e para disputar as eleições presidenciais, mas o partido
Primeiro Justiça (PJ) precisará fazer uma nova tentativa no próximo fim de
semana.
A AD, que
dominou a política venezuelana até a chegada de Hugo Chávez ao poder em 1999,
reuniu no fim de semana as assinaturas necessárias, informou no domingo seu
líder, Henry Ramos Allup, que já manifestou o desejo de disputar a presidência.
"O regime
fracassou em sua tentativa de nos tirar do jogo porque fizemos exatamente o
contrário do que queria e saímos em massa para validar a Ação
Democrática", escreveu Ramos Allup.
O partido
Primeiro Justiça (PJ), do ex-candidato à presidência Henrique Capriles, não
conseguiu coletar as assinaturas necessárias e convocou a militância para uma
nova tentativa nos dias 3 e 4 de fevereiro.
O PJ acusou
"atrasos" e poucas máquinas nos pontos destinados pelo Conselho
Nacional Eleitoral (CNE), que a oposição acusa de trabalhar a favor do
chavismo.
A Assembleia
Constituinte adiantou para antes de 30 de abril as eleições presidenciais, nas
quais Nicolás Maduro tentará a reeleição.
A Constituinte
ordenou a reinscrição de vários partidos de oposição que ficaram à margem das
eleições municipais em dezembro do ano passado, argumentando fraude na eleição
de governadores em outubro.
Os partidos
precisavam reunir as assinaturas de 0,5% dos inscritos no registro eleitoral em
metade dos estados do país. Quase 19 milhões de eleitores estão registrados
para votar.
Na
quinta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ordenou a exclusão do
processo de reinscrição da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD),
que inclui os dois partidos, além da Vontade Popular, liderado por Leopoldo
López - em prisão domiciliar - e outros movimentos.
O Vontade
Popular também deveria reinscrever o partido, mas decidiu não seguir a medida.
A oposição,
dividida e com seus principais líderes - López e Capriles - com os direitos
políticos cassados, não sabe como vai encarar as eleições presidenciais
antecipadas.
Por France Presse

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