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O ex-governador Sergio Cabralchega ao IML
em Curitiba
Geraldo
Bubniak/Agência O Globo/19-01-2018
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BRASÍLIA — O
vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto
Martins, rejeitou um pedido de liminar da defesa do ex-governador Sérgio Cabral
(PMDB) que solicitava que ele fosse levado de volta para o Rio de Janeiro. No
dia 18 de janeiro, Cabral foi transferido da Cadeia Pública José Frederico
Marques, em Benfica, para o Complexo Médico de Pinhais, em Curitiba, por determinação
da Justiça Federal.
O ministro
considerou que a transferência “não se mostra, em princípio, desarrazoada ou
ilegal”. Para Humberto Martins, foi comprovada a “existência de provas da
ineficácia da prisão preventiva do paciente em unidades prisionais vinculadas à
SEAP/RJ, em especial a ausência de fiscalização e o controle exercido pelo
paciente na cadeia pública José Frederico Marques”.
O Ministério
Público pediu que Cabral fosse transferido para o Paraná por considerar que ele
tinha direito a regalias dentro do presídio de Benfica. Os juízes Sergio Moro,
da 13ª Vara Federal de Curitiba, e Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara
Federal do Rio, concordaram com o argumento.
Ao pedir o
habeas corpus, a defesa alegou que manutenção do ex-governador no Rio de
Janeiro seria essencial para o seu direito de defesa. Os advogados alegaram
ainda que, em Curitiba, Cabral não poderia trabalhar no presídio, e que os
filhos menores do político teriam o direito de visita restrito
O caso ainda
será analisado pela Sexta Turma do STJ, sob a relatoria da ministra Maria
Thereza de Assis Moura.
Agência O
Globo

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