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| O MPF diz ainda que o operador da quadrilha, Carlos Bezerra, recebia a propina paga por Georges Sadala e a repassava para Sérgio Cabral e o então secretário de Governo, Wilson Carlos. |
A juíza
Caroline Vieira Figueiredo, substituta da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, onde
atua o juiz Marcelo Bretas, aceitou nesta quarta-feira (10) mais três denúncias
contra o ex-governador Sérgio Cabral, que se tornou réu pela 20ª vez. As
denúncias foram apresentadas no dia 19 de dezembro pelo Ministério Público
Federal (MPF).
A primeira
denúncia inclui ainda Wilson Carlos da Silva, Luiz Carlos Bezerra e Georges
Sadala Rihan, que também se tornaram réus na ação e é. segundo o MPF, resultado
das operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato no Rio de
Janeiro. Nas investigações foi possível identificar mais um braço do esquema
criminoso que atingiu o governo do estado, na gestão de Sérgio Cabral. O grupo
agiu na prestação de serviços especializados relacionados ao Programa Poupa
Tempo, do governo estaddual.
O empresário
Georges Sadala é integrante do grupo econômico acusado de repassar R$
1.331.000,00 de propina à organização criminosa, obtendo, desta forma,
benefícios para empresas de sua organização, entre as quais a Gelpar
Empreendimentos e Participações Ltda. A Gelpar é acusada pelo MPF de ter
recebido, entre os anos de 2009 e 2013, o total de R$ 32.412.276,00 e ser uma
das maiores empresas contratadas pelo governo do estado no ramo de prestação de
serviços do Poupa Tempo.
O MPF diz ainda
que o operador da quadrilha, Carlos Bezerra, recebia a propina paga por Georges
Sadala e a repassava para Sérgio Cabral e o então secretário de Governo, Wilson
Carlos.
Outra
denúncia
A segunda
denúncia envolve, além de Cabral, o ex-chefe da Casa Civil Régis Fitchner e o
operador do esquema, Luiz Carlos Bezerra. Conforme a denúncia, entre janeiro de
2007 e abril de 2014, Fitchner recebeu um total de R$ 1,56 milhão, divididos em
valores que variavam de R$ 100 mil a R$ 400 mil, pagos por Carlos Bezerra
por meio da Federação de Transportes do Rio de Janeiro (Fetranspor) como forma
de viabilizar as necessidades das empresas de transporte público que atuam no Estado.
Arco
Metropolitano
O ex-governador
Sérgio Cabral é denunciado também junto com o ex-secretário de Obras Hudson
Braga, o operador Wagner Jordão e os donos da empreiteira Oriente, Alex
Sardinha da Veiga e Geraldo André de Miranda Santos. Segundo a denúncia, a
empreiteira ofereceu propina para participar da construção do Arco
Metropolitano do Rio de Janeiro. Da obra participou também a Delta Construtora,
do empresário Fernando Cavendish, que se encontra atualmente em prisão
domiciliar. Eles também participaram de obras de infraestrutura em municípios
da Baixada Litorânea e de obras emergenciais nas cidades de Araruama e Maricá,
além dos consórcios Iguaçu e Águas Limpas.
A juíza
Caroline Figueiredo diz, na decisão, que “de modo consciente, voluntário e
estável, os réus constituíram, financiaram e integraram uma organização
criminosa que tinha por finalidade a prática de corrupção ativa e passiva em
detrimento do estado do Rio de Janeiro”.
Agência
Brasil

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