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© ANDRÉ
DUSEK/ESTADÃO
O presidente
Michel Temer
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BRASÍLIA - Meio
sério, meio de brincadeira, o presidente Michel Temer reclamou das versões
pessimistas sobre sua saúde: “Passei por três cirurgias, tive infecção no fim
do ano e nem pude passar quatro dias na praia, como gostaria, mas estou ótimo.
Embora toda hora alguém queira me matar. Uns por vontade mesmo, outros por
desinformação”.
Outro trauma de
Temer é ter sido atacado até por velhos amigos durante as duas denúncias do
ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que poderiam ter lhe custado o mandato. “Eles
me conhecem a vida toda, sabem que não tenho lanchas, jatos, fazendas, nada
disso. E permitem que me chamem de ladrão? É muito duro conviver com isso.”
Ele se defendeu
da acusação de viver aos solavancos, de recuo em recuo, e se concentrou na
notícia de que o governo mudaria a chamada “regra de ouro”, que impede emissão
de dívida para arcar com despesas correntes. Diz que foi surpreendido pela
notícia na imprensa, chamou os ministros econômicos para se informar e mandou
suspender o debate: “Todo esforço do meu governo é recuperar a economia. Como
vou chegar a Davos tendo de explicar que querem flexibilizar justamente as
regras de responsabilidade fiscal?”
Seu plano para
o último ano de mandato é, além de aprovar a reforma da Previdência, “continuar
com as medidas que tomamos para recuperar o País, não só no Congresso, mas
também por decisões administrativas”. No fim, o sonho de amenizar o
“presidencialismo de coalizão”, que deixa os presidentes reféns de partidos e
de pressões populistas. A forma será um projeto de “semipresidencialismo”, mas
“isso fica para adiante”.
Temer acha que
a Lava Jato praticamente esgotou o que tinha de fazer e elogiou a decisão do
diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, de concluir até dezembro
investigações sobre políticos com foro no Supremo: “Isso é ótimo. Tira o peso
das pessoas”.

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