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Tiago Chaves
da Silva, 10º PM assassinado no ano, foi enterrado
com
homenagens do Batalhão de Choque - Daniel Castelo Branco
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Um agente foi
morto a cada 54 horas em janeiro. Em 2017, 134 militares foram assassinados no
estado
Rio - Em menos
de 24 horas, quatro PMs foram baleados no Rio de Janeiro. Essa é a realidade
da violência no Estado, que desde o início de 2018, mata um PM a cada 54 horas.
Na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, que há quatro meses é palco de
combate entre traficantes e policiais, as marcas da violência estão estampadas
nas paredes.
Na noite deste
sábado, dois militares foram baleados no Rio. Em Nova Iguaçu, na Baixada
Fluminense, um policial lotado no Regimento de Cavalaria foi baleado três vezes
durante uma tentativa de assalto. Dois tiros atingiram a perna esquerda e o
terceiro pegou no rosto do PM. Na Tijuca, na Zona Norte do Rio, o segundo
militar foi baleado em um confronto com criminosos da Rocinha, que acabou
resultando na morte de um garçom por tiro de fuzil. Um pouco mais a frente, o
terceiro policial foi baleado no tórax durante um confronto. O quarto
PM foi baleado na manhã deste domingo, no Engenho Novo, na Zona Norte do
Rio, em um confronto com bandidos enquanto fazia uma blitz no bairro.
No primeiro mês
de 2018, 10 militares foram mortos, além de um policial civil. A estatística de
janeiro já chega a um policial morto a cada 54 horas. Em 2017, o número de
mortos chegou a 134 PMs. A última vítima do confronto, em 2018, é o soldado
Tiago Chaves da Silva, de 37 anos, que foi baleado no abdômen em um confronto
na Rocinha. Ele, que era lotado no Batalhão de Choque, morreu na sexta-feira,
deixando a esposa e um filho de 5 anos.
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Soldado
Tiago Chaves da Silva foi morto na Rocinha
REPRODUÇÃO
FACEBOOK
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Na favela da
Rocinha, lar de mais de 60 mil pessoas, os confrontos são quase diários. Em
quatro meses, 37 pessoas foram assassinadas dentro da comunidade e 20 ficaram
feridas. As marcas desse guerra não são só emocionais. Imagens divulgadas pelos
moradores e pela Polícia Militar, mostram muros com perfurações de tiros e
algumas paredes têm buracos tão grandes que correm o risco de desabar.
Marcas de tiros
em casa da Rua 1 comprovam cotidiano de violência - REPRODUÇÂO DE REDES
SOCIAIS
Neste domingo,
a situação não é diferente. O barulho dos tiros assustam os moradores desde as
primeiras horas do dia. Nas redes sociais, relatos de tiroteio na comunidade
são compartilhados. Desde a manhã, policiais do Batalhão de Operações Especiais
(Bope), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Batalhão de Choque (BPCHq) fazem uma
operação na comunidade. Ainda não há informações sobre presos ou feridos.
Reportagem
da estagiária Alice Cravo, sob supervisão de Thiago Antunes
Por O Dia


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