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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse
que recebeu “com grande estarrecimento” a informação de que o juiz Ricardo
Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, havia proibido o petista de sair do país
e determinado a apreensão do seu passaporte. A decisão foi tomada a pedido do
Ministério Público Federal em processo que apura a compra de caças suecos
durante o governo do petista.
O ex-presidente
iria para a Etiópia na
madrugada desta sexta-feira participar como convidado de encontro da União
Africana, que reúne todos os líderes de nações da África, patrocinado
pela FAO/ONU (Organização
das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), com o objetivo de
discutir a erradicação da fome no continente.
A viagem havia
sido informada pela defesa do petista ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) antes do julgamento de seu
recurso pela Corte de segunda instância da Região Sul. Os desembargadores foram
informados que Lula viajaria na sexta-feira, dia 26, e voltaria na
segunda-feira, dia 29, e, mesmo após condená-lo a 12 anos e um mês de prisão no
caso do tríplex do Guarujá,
não emitiram nenhuma decisão no sentido de proibi-lo de viajar.
“Com grande
estarrecimento recebemos a notícia de uma decisão proferida pelo juízo da 10ª.
Vara Federal de Brasília que proibiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
de deixar o país e determinou a apreensão do seu passaporte. O juiz fundamentou
a decisão em processo que não está sob sua jurisdição — a apelação relativa ao
chamado caso do tríplex, que foi julgado ontem pelo TRF4. O TRF4 havia sido
informado sobre a viagem e não opôs qualquer restrição”, afirma, em nota, o
advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista.
“O
ex-presidente Lula tem assegurado pela Constituição Federal o direito de ir e
vir (CF, art. 5º, XV), o qual somente pode ser restringido na hipótese de
decisão condenatória transitada em julgado, da qual não caiba qualquer recurso,
o que não existe e acreditamos que não existirá porque ele não praticou
qualquer crime”, diz Zanin.
“Lula foi
convidado pela União Africana a participar de um encontro com líderes mundiais
para fazer um balanço de um encontro ocorrido há cinco anos para tratar do
problema da fome na África”, acrescenta o advogado, que informou que irá
apresentar nova reclamação à ONU – já havia feito isso em 2016 – alegando
restrição dos direitos individuais de Lula e perseguição dele pelo Judiciário
brasileiro.
A defesa
informou que Lula vai entregar o passaporte à Polícia Federal nesta
sexta-feira, mas que irá tomar as “medidas cabíveis para reparar essa indevida
restrição ao seu direito de ir e vir”.
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