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© Ricardo
Stuckert Ex-presidente recomendou que seus
simpatizantes prestem atenção no que ouvem
porque,
segundo ele, 'a mentira hoje chega em tempo
real'
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O ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (5), que vai continuar
desafiando o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal a
apresentar provas contra ele.
Em um discurso
endereçado a estudantes e apoiadores, Lula recomendou que seus simpatizantes
prestem atenção no que ouvem porque, segundo ele, "a mentira hoje chega em
tempo real".
"Olha o
que estão fazendo comigo neste momento. Eu poderia estar nervoso. Poderia estar
irritado. Sei o que querem", afirmou.
O discurso
aconteceu um dia depois de o desembargador João Pedro Gebran Neto concluir seu
voto sobre recurso apresentado pelo petista TRF-4 (Tribunal Regional Federal)
após a condenação no caso do tríplex.
CONDENAÇÃO
Lula foi
condenado pelo juiz Sergio Moro, em primeira instância, e recorreu ao Tribunal
Regional Federal em Porto Alegre.
Sem mencionar a
decisão, Lula aconselhou os militantes a não se preocuparem. "Não se
preocupem comigo. Vocês sabem que tenho nove processos. Nove. O processo contra
o Lula é o processo contra as coisas que fizemos no governo", afirmou ele.
O ex-presidente
disse ter desafiado Moro a apresentar um centavo de deslize que tenha cometido.
Minutos depois, arrematou: "Vou continuar desafiando o juiz, o promotor e
a Polícia Federal".
Após relatar
aos simpatizantes detalhes da operação da PF em sua casa e nas de seus filhos,
Lula voltou a cobrar um pedido de desculpas dos agentes da Lava Jato. Disse
que, quando encontram evidências, "fazem um carnaval. Quando não
encontram, ficam em silêncio". "Eles resolveram brigar comigo.
Resolvi enfrentá-los".
AZEDUME
O ex-presidente
disse que "o país está azedo", "disseminado pelo ódio".
"Tem dias que você levanta e tem vontade de cobrir a cabeça e voltar a
dormir", disse, durante encontro com alunos do IFES.
Segundo ele, o
"alarmismo é uma coisa absurda". Ao mencionar notícias que
antecederam sua visita ao Rio de Janeiro, Lula disse que a violência sempre
existiu no Estado.
"Ele está
muito mais violento, porque, primeiro, todos os governantes estão presos".
Ao defender a
eficácia de políticas sociais no combate à violência, Lula citou a entrevista
do traficante Antônio Francisco Bonfim Lope, o Nem da Rocinha.
"Tem um
bandido, Nem, não sei se vocês já viram, que deu uma declaração há quatro anos
dizendo que quem mais combateu a violência no Rio fui eu. Ele era chefe do
narcotráfico na Rocinha e, por causa do PAC, perdeu 50 homens."
Com informações
da Folhapress.

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