![]() |
© ALEX
SILVA/ESTADÃO O juiz Sérgio Moro, o presidente
Michel Temer
e políticos participam de premiação da revista
'IstoÉ', em São Paulo
|
O juiz federal
Sérgio Moro fez um discurso direto sobre o fim do foro provilegiado, a
manutenção da possibilidade de prisão em segunda instância e o fortalecimento
da Polícia Federal durante evento da revista IstoÉ, em São Paulo, que te ve a
presença do presidente Michel Temer e outros membros do governo. "Todas as
pessoas precisam ser iguais perante a lei", afirmou Moro, um dos
agraciados da premiação Brasileiros do Ano 2017, ao defender o fim do foro. O
magistrado elogiou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estava na
cerimônia, mas cobrou: "Embora o magnífico trabalho do senhor, parece que
algum investimento se faz necessário para o refortalecimento da Polícia
Federal".
No momento em
que Moro foi receber o prêmio da noite, todos os outros premiados se levantaram
para aplaudi-lo - exceto Temer, Meirelles, o presidente do Senado, Eunício
Oliveira (PMDB-CE) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira
Franco.
Moro também
prestou homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, morto
em acidente aéreo em janeiro. "Prometi para a família de Teori seguir com
o seu legado." O ministro era relator da Operação Lava Jato no Supremo.
Presidenciáveis. Na
premiação também estiveram presentes presidenciáveis declarados e outros nem
tanto.
No hall de
entrada do teatro Tom Brasil, na zona sul de São Paulo, o prefeito de Salvador,
ACM Neto (DEM), por exemplo, disse que não pensa em ser candidato a vice de
nenhum candidato à presidente do PSDB: "Minha prioridade não é ser
candidato a vice do Alckmin. O Democratas está em um processo de refundação que
pode terminar com a escolha de um candidato próprio."
O prefeito de
Salvador não quis relacionar o próprio nome como um possível candidato, mas se
lembrou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um nome forte e
também sinalizou conversas de fora do círculo político. "Também estou
conversando com nomes de fora da política. Acredito em nomes novos que apareçam
através da política e não contra a política", afirmou.
ACM Neto também
comentou sobre as candidaturas que aparecem liderando as pesquisas de intenção
de voto, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado Jair
Bolsonaro (PSC-RJ). "É um equívoco os partidos apostarem que Lula não será
candidato. É preciso se preparar para enfrentá-lo na rua". Ele também
considera que a candidatura de Bolsonaro deve se desidratar até às eleições.
Outro pssível
presidenciável que passou pelo hall de entrada do teatro foi o senador Álvaro
Dias (Podemos-PR). Dias diz não se sentir desanimado com as recentes pesquisas.
"As manchetes deveriam ser: Lula e Bolsonaro estão inviabilizados pela
rejeição". Sobre o governo federal, Dias provocou: "O presidente
Temer não precisa se preocupar em encontrar um candidato para defendê-lo em
2018. O quero governo vai precisar encontrar é um bom advogado".
Um quase
presidenciavel que estava na festa foi o apresentador Luciano Huck. Ele manteve
o discurso dos últimos dias - de que pretende participar da política com os
movimentos cívicos (ao menos dois representantes do Agora! estavam com ele). No
palco, Huck lembrou do acidente aéreo de que foi vítima e afirmou que, por
conta desse acidente, tem se questionado sobre qual seria sua missão. O
apresentador afirmou que está disposto a colaborar da forma que puder. Sem se
colocar como candidato, falou que o País precisa investir na renovação política
e que "não é justo o Brasil ter que escolher entre o sujo e o
mal-lavado".
O prefeito João
Doria (PSDB) e o ministro Henrique Meirelles, que é filiado ao PSD e também é
cotado como presidenciável, não falaram na chegada do teatro.
Já no início do
evento, a grande expectativa era saber perto de quem o juiz Sérgio Moro, o
principal homenageado do evento, se sentaria. Isso porque no mesmo evento no
ano passado, o juiz foi fotografado conversando o senador Aecio Neves (PSDB-MG),
alvo da Lava Jato. Dessa vez ele estava ao lado de Caco Azulgaray,
representante da Editora Três, que edita a publicação, e do jogador de futebol
Alan Ruschel, atleta sobrevivente do acidente aéreo com o time da Chapecoense.
Além disso,
Temer foi o responsável por entregar o prêmio ao seu próprio ministro, Henrique
Meirelles. O presidente fez um breve discurso no final. Não citou Moro nem os
pedidos do magistrado. Limitou-se a falar rapidamente sobre a reforma da
Previdência, dizendo que a igualdade é o princípio da reforma.
OS PREMIADOS
Brasileiros
do Ano IstoÉ
Sérgio Moro – Brasileiro do Ano
Sérgio Moro – Brasileiro do Ano
Henrique
Meirelles – Economia
ACM Neto –
Política
Luciano Huck –
Comunicação
Isis Valverde –
Televisão
Juliana Paes –
Televisão
João Carlos
Martins – Ética
Milú Villela –
Cultura
João Paulo
Guerra Barrera – Educação
Alan Ruschel –
Esporte
Empreendedores
do Ano IstoÉ Dinheiro
Ilan Goldfajn – Empreendedor do ano
Ilan Goldfajn – Empreendedor do ano
Frederico
Trajano – E-commerce
Flavia
Bittencourt – Varejo
Guilherme
Paulus – Serviços
Celso Athayde –
Impacto Social
Paulo Cesar de
Souza e Silva – Indústria

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!