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Rafael Marchante Juiz fez a referência depois
de citar que
os casos de corrupção investigados na Petrobras
possivelmente se estendem para Estados e
municípios
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O juiz Sergio
Moro, da Justiça Federal do Paraná, afirmou que o "exemplo mais
visível" de corrupção sistêmica no país "se dá no Rio de Janeiro,
onde se verificou, puxando o fio de investigação de contratos da Petrobras, um
esquema mais complexo e abrangente".
Em evento em
Curitiba na noite desta terça-feira (21), ele fez a referência depois de citar
que os casos de corrupção investigados na Petrobras possivelmente se estendem
para Estados e municípios.
Nos últimos
dias, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro), Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos
do PMDB, foram alvos da Operação Cadeia Velha, que investiga o pagamento de
cerca de R$ 500 milhões a políticos feitos por donos de empresas de ônibus.
Moro também
afirmou que o combate à corrupção não pode depender apenas do Judiciário.
"Precisamos de reformas mais gerais. De uma espécie de Plano Real contra a
corrupção", disse o juiz.
As declarações
ocorreram durante seminário para procuradores municipais organizado pela ANPM
(Associação Nacional dos Procuradores Municipais), em Curitiba. Moro falou
sobre combate à corrupção a partir de casos já julgados no âmbito da Lava Jato.
O magistrado
voltou a defender o fim do foro privilegiado e disse que abre mão do benefício
a que tem direito. "Posso dizer por mim e por quase toda a totalidade que
nós abrimos mão desse privilégio anti-republicano", afirmou.
PALMAS E VAIAS
No evento, que
também teve a palestra do ex-governador do Paraná Jaime Lerner, Moro foi
ovacionado com palmas e gritos toda vez que seu nome foi citado. Mas também
recebeu vaias.
Um grupo de
cerca de 25 procuradores organizou um protesto contra a convocação do juiz para
a palestra, com gritos de "vergonha".
Guilherme
Rodrigues, procurador de Fortaleza e presidente da ANPM entre 2012 e 2014, foi
um dos organizadores do ato contra o magistrado. "Usar toga para fazer
política é algo inadmissível, e é isso que Moro faz", afirmou o ex-dirigente.
Segundo a
também procuradora de Fortaleza Rosaura Brito Bastos, um "grande
grupo" de procuradores que costuma frequentar os encontros deixou de
comparecer neste ano por causa da presença do juiz. "Ele é contrário às
prerrogativas dos advogados e julga de um jeito parcial", disse. Com
informações da Folhapress.

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