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Delatora vai
prestar depoimento sobre supostas remessas
de dinheiro
para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral
(na foto) (Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)
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Tânia
Fontenelle diz que pagou 'mesadas' de propina ao ex-governador. Ela afirma já
ter comprado gado superfaturado da empresa Agrobilara.
A delatora
Tânia Fontenelle, ex-funcionária da Carioca Engenharia, depõe nesta
quarta-feira (29), na 7ª Vara Federal Criminal, como testemunha de acusação do
ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Ela diz que entregou ao operador dele,
Carlos Miranda, mesadas de R$ 200 mil a R$ 500 mil, endereçadas ao
ex-governador do Rio.
Segundo a
delatora, o caixa 2 da Carioca era abastecido com contratos fictícios ou
superfaturados negociados por ela. Os doleiros Marcelo e Renato Chebar teriam
dissimulado, no exterior, a propina da organização criminosa.
São réus no
processo - além de Cabral e os irmãos Chebar - os operadores Wilson Carlos,
Sergio de Castro Oliveira e Carlos Miranda.
Delação
também cita Picciani
A delação de
Tânia atinge outras figuras importantes do PMDB fluminense, em outras frentes.
Ela afirma que
a Carioca Engenharia também fez negócios fraudulentos com a empresa Agrobilara,
de Jorge Picciani, Leonardo Picciani e Rafael Picciani.
No acordo de
leniência homologaod, ela contou que providenciava dinheiro em espécie para
corrupção e doação eleitoral extraoficial. Com contratos superfaturados, parte
do valor era desviado.
Em uma dessas
operações, a Carioca teria comprado vacas da Agrobilara a preços
superfaturados.
Na ocasião,
Picciani afirmou que declarou que todos os negócios da Agrobilara com a Carioca
Engenharia foram feitos com preços rigorosamente dentro do mercado, com emissão
de nota fiscal e recolhimento dos impostos devidos.
Já Sérgio
Cabral tem negado o recebimento de propina, embora admita o uso de caixa dois e
o que chama de sobras de campanha.
Por Gabriel Barreira, G1 Rio

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