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© Fournis
par RFI
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Cuba, um dos
poucos aliados da Coreia do Norte, advogou nesta quarta-feira (22) pela
"paz e estabilidade" na península coreana e pelo "diálogo"
para reduzir as atuais tensões entre o regime de Pyongyang e os Estados Unidos.
Ao receber em
Havana o ministro das relações exteriores norte-coreano, Ri Yong Ho, o
chanceler Bruno Rodríguez "reafirmou o posicionamento de Cuba em prol da
paz e estabilidade na península da Coreia, considerando que somente por meio do
diálogo e das negociações alcançarão uma solução política duradoura",
assinalou o telejornal local.
Rodríguez
também "expressou o rechaço às certificações e recomendações unilaterais
do governo dos Estados Unidos, que servem de base para a aplicação de medidas
coercitivas contrárias ao direito internacional".
"Imperialistas"
Ho, que chegou
na segunda-feira (20) a Havana, mas só começou uma visita oficial nesta quarta,
destacou "o agravamento da situação na península coreana pelo aumento do
uso das forças militares dos imperialistas" e "a importância das
relações entre dois países que constroem o socialismo", segundo a
televisão cubana.
A visita de Ho
acontece em um momento em que Pyongyang e Washington mantêm um forte confronto
diplomático por causa dos vários testes balísticos e nucleares realizados pelo
país asiático, com a potencial ameaça de que possam alcançar o território
americano, a mais recente feita em 3 de setembro.
O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a reincorporação da
Coreia do Norte na lista americana de países que patrocinam o terrorismo, em um
novo passo para fortalecer o isolamento internacional do governo de Pyongyang.
Trump congela relações com Cuba
Em 23 de
setembro, o chanceler Ho dedicou seu discurso na ONU a criticar Trump e
expressar "um forte apoio e solidariedade com o governo e o povo
cubanos".
Havana e
Washington restabeleceram relações diplomáticas em 2015 após meio século de
ruptura, mas a aproximação ficou congelada desde a chegada de Trump à Casa
Branca.
Em maio, o
presidente Raúl Castro expressou sua solidariedade com Pyongyang ao líder
sindical Ju Yong-gil, que visitou Havana.
RFI

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