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| Fernando Gonçalves, que também é conhecido como Bruxo, ultimamente comandava o tráfico de drogas em Rio das Ostras. Foto: Divulgação |
Criminoso
comprou cerca de 50 casas, apartamentos e garagens na favela e alugava para
moradores. Segundo investigações, ele comandava o tráfico de drogas em Rio das
Ostras.
O traficante
Fernando Lemos Gonçalves, preso
pela Polícia Civil no Conjunto de Favelas da Maré, tinha cerca de R$ 5
milhões investidos em imóveis na Rocinha, comunidade da Zona Sul do Rio,
segundo a polícia. De acordo com os investigadores, ele comprou cerca de 50
casas, apartamentos e garagens na favela e alugava para os moradores.
“Ele investiu
cerca de R$ 5 milhões em imóveis na Rocinha, que era o local onde ele mais
ficava porque se sentia protegido pela facção criminosa que ali estava instalada.
Mas depois da traição de Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, que se
juntou a facção mais violenta do Rio, Fernando Gonçalves foi expulso da Rocinha
e perdeu todo o investimento que fez na comunidade”, disse o delegado da
Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, Alessandro Petralanda.
Em outubro, ele
decidiu se aliar a uma quadrilha que tem na Maré seu reduto principal. A partir
disso, a facção a que ele pertencia sofreu grandes baixas. Atualmente, esta
organização controla o tráfico na Favela do Dezoito, em Água Santa; Morro do
Urubu, em Pilares, e Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste.
Fernando
Gonçalves, que também é conhecido como Bruxo, ultimamente comandava o tráfico
de drogas em Rio das Ostras. A polícia informou ainda que ele controlava outros
crimes na região como roubo de veículos e a estabelecimentos.
Reorganização
do tráfico de drogas
Com uma recente
briga e separação de facções criminosas, a Secretaria de Administração
Penitenciária foi obrigada a transferir cerca de 600 presos de Bangu 4 para
Bangu 6, nos últimos dez dias. Após essa divisão, duas facções criminosas
comandam a maior parte das favelas do Rio.
A mais violenta
delas tomou conta de toda a Zona Sul, durante a guerra na Rocinha, e controla o
tráfico em torno de 60% das comunidades. O restante das comunidades é dividido
entre a facção rival do tráfico e milícias.
“Ela pode levar
ao incremento de periculosidade, tendo em vista já que é categórico que as
regiões dominadas por essa facção criminosa, existem aqueles crimes de rua. Os
crimes não ficam apenas na área da favela, restritos ao tráfico de drogas”,
disse o delegado.
“O policiamento
de rua não é capaz de decidir aquela situação. A gente precisa de um
investimento em investigação e inteligência para que a gente possa, de maneira
qualificada, conseguir mandados de prisão e efetivar as prisões desses
traficantes, para de certa forma diminuir essa periculosidade”, completou.
Por
Leslie Leitão e Beth Luchese, RJTV

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