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| © Reuters Pessoas levam velas, flores e homenagens para as vitimas no local do festival de música country 'Route 91 Harvest' após o massacre, em Las Vegas, Nevada – 02/10/2017 |
Polícia de Las Vegas tenta buscar
mais detalhes sobre massacre em Las Vegas
A polícia dos Estados Unidos já
identificou 56 das 59 vítimas do ataque a tiros de domingo em Las Vegas. Muitas
dos mais de 500 feridos continuam hospitalizados. Na segunda-feira, as filas
para doação de sangue em alguns centros de coleta de Las Vegas chegavam a 8
horas de espera. A solidariedade das pessoas também motivou a criação de várias
páginas de financiamento coletivo no site GoFundMe, para arrecadar doações
destinadas às vítimas. Uma das “vaquinhas” havia coletado mais de 3,3 milhões
de dólares até a tarde desta terça.
Vítimas
A história de Sonny Melton, um
americano de 29 anos, chamou a atenção de todo o mundo. O enfermeiro foi ao
festival Route 91 Harvest com sua esposa, Heather Melton, que contou à emissora
WZTV que Sonny se deitou sobre ela durante o ataque, para impedir que os tiros
a atingissem. “Ele salvou a minha vida e perdeu a dele”, afirmou. “Quero que
todos saibam que homem de coração bom e amoroso ele era, mas nesse momento mal
consigo respirar”, completou. Ele foi a primeira vítima a ser identificada.
Dois policiais estavam entre as
vítimas. Charleston Hartfield, de 34 anos, trabalhava no Departamento de Las
Vegas, e estava de folga no domingo. Pai de dois filhos, atualizou sua foto de
capa de seu perfil no Facebook com uma imagem de um banner do festival Route 91
horas antes da tragédia.
Rachael Parker, de 33 anos, também
assistia ao show com três colegas policiais do Departamento de Manhattan Beach,
na Califórnia. Em um comunicado, o departamento informou que ela era policial
há dez anos e morreu no hospital.
O veterano de guerra, Chris
Roybal, serviu no Afeganistão e estava em Las Vegas comemorando seu aniversário
ao lado da mãe, que sobreviveu à tragédia. Em um post no Facebook de julho, o
homem de 28 anos descreveu como era estar sob um ataque de tiros durante
combate. “Como é ser atingido por tiros? É um pesadelo, não tem droga, terapia
e ou conversa de bar com os amigos veteranos de guerra que podem nos fazer
escapar”.
Segundo o Ministério das Relações
Exteriores do Canadá, dois canadenses estão entre as vítimas. Tara Smith, de 34
anos, tinha dois filhos e trabalhava como modelo na cidade de Alberta. O outro
cidadão era Jordan McIldoon, 23 anos, de Colúmbia Britânica.
O ataque
Cerca de 22.000 pessoas assistiam
a um show no festival de música country Route 91 Harvest quando Stephen Paddock
abriu fogo de um quarto no 32º andar do hotel Mandalay Bay. Os tiros cruzaram a
Las Vegas Strip, onde ficam os mais célebres hotéis e cassinos de Las Vegas,
até o local do evento. Segundo as autoridades americanas, 59 pessoas morreram e
outras 527 ficaram feridas.
Paddock se matou antes de a
polícia entrar no quarto de onde ele estava atirando, afirmou o chefe de
polícia do condado Clark, Joseph Lombardo, a repórteres. Porém, quando os
oficiais ainda se aproximavam do local, o agressor de 64 anos atingiu um
policial na perna.
O grupo militante Estado Islâmico
reivindicou a responsabilidade pelo massacre, mas as autoridades americanas
expressaram ceticismo em relação à declaração. Segundo o FBI, tudo indica que
Paddock não tinha nenhum vínculo com grupos terroristas internacionais.
O irmão do atirador, Eric Paddock,
também desmentiu o comunicado do EI e afirmou que Stephen não tinha afiliações
políticas ou religiosas. Em entrevistas à imprensa, Eric disse que o irmão “era
um cara normal” e que “algo deve ter acontecido, ele surtou ou algo do tipo”. A
polícia de Las Vegas encontrou 23 armas de fogo, incluindo diversas
automáticas, e muita munição do quarto de hotel, além de mais armas e explosivos
em duas casas que pertenciam ao aposentado.
VEJA.com

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