![]() |
© Reuters O
presidente venezuelano Nicolas Maduro,
durante
encontro com membros da Assembleia
Constituinte,
em Caracas
|
A Venezuela acusou os Estados Unidos nesta
segunda-feira de fazerem “terrorismo psicológico” para forçar uma mudança em
seu governo. A declaração é uma resposta ao decreto americano que inclui a nação
em uma lista de países com
restrições para viajar ao território americano.
“Estes tipos de
listas são incompatíveis com o direito internacional e constituem em si uma
forma de terrorismo psicológico e político”, denunciou a chancelaria em um
comunicado. O texto diz ainda que a medida busca “exercer pressão sobre as
instituições do Estado venezuelano e os pretensos funcionários sancionados (…)
para coagir ou forçar uma mudança de governo venezuelano”.
A medida
assinada no domingo pelo presidente Donald Trump restringe o ingresso aos Estados Unidos de funcionários
de uma longa lista de entidades do governo venezuelano e seus familiares.
Segundo a Casa Branca, Caracas adota os padrões impostos
pelo Departamento de Segurança
Interna (DHS), mas “não coopera na verificação de se seus cidadãos
representam uma ameaça à segurança nacional ou à segurança pública”.
O Departamento
do Tesouro americano já tinha aplicado sanções financeiras ao próprio presidente Nicolás Maduro e a cerca de vinte
funcionários e ex-colaboradores, como forma de pressionar para que a democracia
se restabeleça no país petroleiro.
As medidas
fazem parte de uma “campanha de agressões sistemática”, afirmou a chancelaria,
destacando que a restrição de viagens “busca justificar a utilização de temas
tão sérios como a luta contra o terrorismo como um meio para alcançar objetivos
políticos”. O governo venezuelano advertiu também que diante das medidas
americanas poderia tomar ações com base no “princípio da reciprocidade”.
No domingo,
Venezuela, Coreia do Norte e Chade foram incluídos em uma nova
lista de países cujos cidadãos estão proibidos de viajar aos Estados Unidos por
sua pouca segurança ou falta de cooperação com Washington. A proibição é total para os cidadãos da Coreia do
Norte e do Chade, enquanto as restrições para a Venezuela se limitam a uma
grande lista de funcionários.
(Com AFP)

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!