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© Reuters Joesley
Batista deixa Polícia Federal, em Brasília.
11 de setembro de 2017 REUTERS/Ueslei
Marcelino
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São Paulo – A Procuradoria-Geral
da República (PGR) anunciou
nesta quinta (14) que rescindiu os acordos de delação premiada firmados com Joesley Batista e Ricardo Saud, ambos do grupo J&F. No entanto, segundo a PGR, as
provas por eles apresentadas não serão anuladas.
Com isso, eles
perdem a imunidade penal conferida como benefício no acordo de colaboração.
Com a anulação, Joesley e Saud foram denunciados ao Supremo Tribunal
Federal (STF) no mesmo processo que envolve o presidente Michel Temer e
integrantes do PMDB.
O procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, pediu também prisão preventiva da dupla— que
cumpre prisão temporária desde o último domingo.
O acordo foi
quebrado depois que os executivos entregaram áudios que indicavam que eles
omitiram informações de crimes durante o processo de assinatura do acordo
de delação premiada. As gravações levantaram a suspeita de que o grupo teve
ajuda dentro do próprio MPF para fechar o acordo.
“O
procurador-geral da República concluiu que houve omissão deliberada, por parte
dos referidos colaboradores, de fatos ilícitos que deveriam ter sido
apresentados por ocasião da assinatura do acordo”, diz trecho da denúncia.
A informação
foi relatada pelos próprios denunciados ao prestar depoimentos para seus
acordos de delação premiada. Como o acordo foi quebrado,
O presidente da
República, Michel Temer, que foi gravado por Joesley em março deste ano, é
acusado do mesmo crime. na denúncia apresentada hoje, o peemedebista também é
acusado de organização criminosa e de receber 31,5 milhões de reais em
propina.
Validade das
provas
Janot também
afirma, na denúncia, que as provas obtidas nas delações são válidas e não podem
ser anuladas, apesar da perda da imunidade penal.
“Dessa forma,
havendo rescisão de acordo de colaboração premiada por descumprimento das cláusulas,
as quais, por exemplo, proíbem a omissão deliberada, a má-fé, o dever de
transparência dos colaboradores, perde o colaborador os benefícios auferidos,
mas mantêm-se hígidas e válidas as provas já produzidas”, afirmou Janot.
O processo de
revisão dos benefícios concedidos aos delatores da JBS foi aberto no dia 4
deste mês. Na ocasião, Janot explicou que um áudio entregue pelos advogados da
JBS narra supostos crimes que teriam sido cometidos por pessoas ligadas à PGR.
A gravação foi entregue, por descuido dos advogados, como uma nova etapa do
acordo.
Segundo Janot,
um dos suspeitos é o ex-procurador Marcello Miller, acusado de atuar como
“agente duplo” em favor da JBS durante o período em que estava no cargo. Miller
se desligou da PGR em abril e passou a atuar em um escritório de advocacia que
presou serviços a empresa.
* Com Agência
Brasil

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