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Casa de
praia de Sergio Cabral será leiloada
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Mansão de R$ 8
milhões, lancha de R$ 4 milhões e outros bens serão postos à venda no dia 3 de
outubro. Defesa pediu na Justiça que o leilão seja anulado.
Em uma semana,
no dia 3 de outubro, casas, carros e acessórios de luxo do ex-governador Sérgio
Cabral e da quadrilha que ele comandava devem ser leiloados pela Justiça. São
R$ 28 milhões que podem voltar pros cofres do Rio.
Imóveis, barco
e relógios de luxo, tudo vai ser vendido no leilão da corrupção. O item mais
valioso é mesmo a mansão do ex-governador em Mangaratiba, no litoral sul do estado.
Espaçosa, tem cozinha, sala de TV, sala sala de estar e cinco suítes. A do
casal, tem vista pro mar. A casa está avaliada em R$ 8 milhões (G1 visitou a
mansão; veja imagens).
A lancha
Manhattan, avaliada em R$ 4 milhões, também vai ser vendida. E uma moto
aquática e quatro carros de luxo. No total, são R$ 12.531.000.
Condenado por
corrupção, o ex-governador é acusado comandar a quadrilha que desviou pelo
menos R$ 313 milhões dos cofres do Rio.
Também serão
leiloados coleção de relógios e carros de luxos de outros condenados da
quadrilha. É do operador de propina Ary Ferreira da Costa Filho que vão ser
vendidos os bens mais caros: R$ 15.459.455. São seis imóveis no Rio e em
Búzios, na Região dos Lagos.
Três são
apartamentos duplex de frente para o mar, na Barra. Um deles custa R$ 5,4
milhões. Por R$ 4,2 milhões, sai um outro, ao lado.
O juiz federal
Marcelo Bretas decidiu vender os bens porque, se demorasse, eles poderiam se
deteriorar e perder o valor. Todo o dinheiro arrecadado vai voltar pros cofres
públicos.
Como são itens
muito caros, quem se interessar pode parcelar o pagamento em até 30 vezes.
O advogado de
Cabral tenta anular na Justiça o leilão. Nesta terça-feira (26), ele entrou com
um recurso questionando a nomeação do leiloeiro Renato Guedes. Segundo o
pedido, o leiloeiro seria "impedido de atuar em leilões ou praceamento de
bens no Rio de Janeiro por não preencher os requisitos legais para o exercício
desse mister". A Justiça ainda não se pronunciou sobre a decisão.
Por André
Luiz Azevedo, RJTV

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