Justiça vai investigar gasto 'extra' de R$ 261 milhões com funcionalismo em Cabo Frio entre 2015 e 2016 | Rio das Ostras Jornal

Justiça vai investigar gasto 'extra' de R$ 261 milhões com funcionalismo em Cabo Frio entre 2015 e 2016

Alair Corrêa, ex-prefeito de Cabo Frio
 (Foto: Reprodução/Inter TV)
Segundo a ação do Ministério Público do RJ, Alair Corrêa desrespeitou a lei; ex-prefeito diz que 'teria que fechar hospitais e escolas' caso tivesse que demitir.
A Justiça acatou nesta quarta-feira (27) uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, contra Alair Corrêa, ex-prefeito de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, por improbidade administrativa entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016. Na ação, o MP-RJ pede que o ex-prefeito devolva aos cofres públicos o valor aproximado de R$ 261 milhões, dinheiro que teria sido gasto com contratação de funcionários acima do que o município tinha capacidade para arcar.
Ainda de acordo com a ação do Ministério Público, Alair Corrêa desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal e gastou um valor além do permitido pela legislação para despesa com pessoal, "inchando" o quadro de funcionários da Prefeitura. Em entrevista ao RJ Inter TV 2ª Edição nesta quinta-feira (29) o ex-prefeito não negou o descumprimento da lei, mas justificou o valor excedido.
"O promotor, como fiscal da lei, fez o que tinha que fazer. Eu gastei mais de 54% e ele ajuizou essa ação. Eu só rompi os 54% porque a arrecadação despencou. Demitir o pessoal era a única saída, mas se eu demitisse o pessoal eu teria que fechar hospitais e escolas. Então eu resolvi usar de 'tolerância' para essa situação, manter o pessoal trabalhando e esperar que a coisa pudesse ser resolvida", disse Alair Corrêa.
A ação do MP-RJ também aponta que funcionárias que trabalhavam na Prefeitura na antiga administração eram obrigadas a devolver parte da remuneração para os superiores. Ainda em entrevista, Alair Corrêa disse desconhecer esse procedimento.
"Se alguém disse que recebia e deu para o superior, deve tomar as providências. Eu bato palmas para isso. Se eu soubesse, como prefeito, que alguém estava levando o dinheiro de algum funcionário, afastaria na hora. Não tive essa informação", garante o ex-prefeito.

Por G1, Região dos Lagos
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