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© Wilton
Junior/Estadão Segundo investigação, Nuzman foi
o agente
responsável por unir pontas interessadas no esquema
do pagamento
de propinas para o Rio receber os Jogos de 2016
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Jean-Yves Lourgouilloux,
procurador francês responsável pela investigação da suspeita de compra de votos
para a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 contou
em detalhes como ocorriam as fraudes. Em entrevista ao programa Fantástico,
da Globo, Lourgouilloux afirmou que depósitos eram feitos por intermediários
nas contas do senegalês Lamine Diack, que usava sua influência e presenteava
outros integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) com joias e relógios
de luxo, compradas em uma joalheria em Paris.
“Todos os pagamentos são seguidos
de compras enormes de relógios de luxo e joias de luxo. Investigamos que
membros do COI receberam presentes de Lamine Diack. O nome de Lamine Diack
aparece ligado a várias transações. Ele é africano, mas não podemos dizer que
todos os votos africanos estão corrompidos, mas nem que apenas votos africanos
foram comprados”, disse Lourgouilloux.
“Cada vez que havia necessidade de
se escolher uma cidade para organizar uma competição esportiva mundial, era uma
oportunidade para extorquir dinheiro. É interessante também notar que Tóquio
era candidata a sediar os Jogos de 2016, mas o Rio ganhou. Tóquio na época
denunciou que haveria esquemas entre o Brasil e a África, e em seguida Tóquio
acabou procedendo da mesma maneira para se certificar de que ganharia”, afirmou
o procurador.
O procurador francês ainda
lamentou que o Esporte seja usado dessa forma. “Enquanto toda a economia
mundial passa por momentos de recessão, a economia do esporte está em plena
expansão. E onde está o dinheiro, está a corrupção.”
O francês ainda comentou sobre a
participação de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro
(COB), um dos acusados de participação no esquema. “Não é possível que uma
pessoa possa ser dirigente de uma mesma federação por 20 anos. Não vamos parar
de investigar. Nós somos obrigados a verificar se pessoas físicas corromperam
ou foram corrompidas. O resto é problema da organização dos Jogos Olímpicos. É
preciso criar regras claras e rígidas de controle e transparência”, finalizou
Lourgouilloux

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