Preso em Rio das Ostras suspeito de integrar grupo que tentou entrar com 60 fuzis no Rio

Fuzis foram apreendidos no Galeão em junho
deste ano - Divulgação/Polícia Civil
Victor Hugo, o Vitão, é integrante da quadrilha chefiada pelo brasileiro Frederik Barbieri, traficante internacional de armas, que leva uma vida cercada de luxo na Flórida, nos Estados Unidos.
A Polícia Militar prendeu um homem apontado como integrante da quadrilha que enviou a carga de 60 fuzis ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). As armas foram apreendidas pela Polícia Civil no início do mês de junho deste ano. O suspeito, identificado como Victor Hugo, o Vitão, foi capturado na tarde desta segunda-feira no município de Rio das Ostras, na Região dos Lagos.
De acordo com a Polícia Militar, após receber informações da Polícia Federal (PF), a corporação se mobilizou e saiu em busca do paradeiro do suspeito. PMs do 25º BPM (Cabo Frio) foram até Rio das Ostras e conseguiram encontrar Victor, que estava em um apartamento na Rua Bangu, no bairro Parque Zabulão.
O suspeito é integrante da quadrilha chefiada pelo brasileiro Frederik Barbieri, traficante internacional de armas, que leva uma vida cercada de luxo na Flórida, nos Estados Unidos. A PM informou ainda que, contra Victor Hugo, havia um mandado de prisão. Após ser capturado, ele foi trazido para a Polícia Federal no município do Rio.
MAIOR APREENSÃO DE FUZIS NO ESTADO
Na maior apreensão da história do Rio e uma das maiores já realizadas no país, policiais civis encontraram, na manhã do dia 1º de junho, no setor de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, 60 fuzis que vieram em contêineres de Miami, nos Estados Unidos, e seriam distribuídos para traficantes de favelas da Região Metropolitana.
Os fuzis estavam escondidos dentro de oito aquecedores de piscina, produtos supostamente importados por uma empresa do Rio. Os equipamentos tinham apenas a parte externa e estavam ocos. A "carga" era composta por fuzis: 45 do modelo AK-47, os preferidos dos criminosos; 14 AR-10 (do mesmo modelo usado pelos policiais da Core e do Bope, tropas de elite das polícias Civil e Militar); e um G-3, uma das mais sofisticadas armas usadas em conflitos armados. Os policiais também apreenderam sete caixas com munição 7,62, usada nos fuzis AR-10, AK-47 e G-3, num total de 140 projéteis. Também à época, três pessoas foram presas.
O grupo que tentou entrar com as armas no Rio teria um lucro de mais de R$ 3,5 milhões com a venda das armas. Segundo as investigações da Polícia Civil, o armamento foi adquirido pela quadrilha legalmente nos Estados Unidos e seriam comercializados para traficantes. O preço pago em cada arma variou entre 1,8 mil e 2,5 mil dólares. No Rio, cada uma poderia ser vendida por até R$ 70 mil.

Por Rafael Nascimento
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