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| Os mandados serão cumpridos em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em Magalhães Bastos, na Zona Norte e em Guapimirim, na Região Metropolitana. |
No total, a operação cumpre
cinco mandados de prisão temporária em vários pontos do Rio de Janeiro.
O Ministério Público do Estado do
Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à
Corrupção (GAECC), realiza nesta quinta-feira (31) as operações Flexus 1 e 2. O
objetivo é cumprir cinco mandados de prisão temporária: dois contra os
ex-prefeitos de Guapimirim Renato Costa Mello Júnior - conhecido como Júnior do
Posto - e Marcos Aurélio Dias; outro para o oficial da Policia Militar Sérgio
Pereira de Magalhães Júnior, e mais dois para a cunhada e a sogra do PM.
Os mandados serão cumpridos em
endereços na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em Magalhães Bastos, na
Zona Norte e em Guapimirim, na Região Metropolitana. Os cinco são investigados
por associação criminosa, fraudes licitatórias e desvios de verbas públicas. As
operações receberam o nome em latim Flexus, quem em português, significa
dobrado. A expressão é uma referência às irregularidades cometidas em duas
administrações consecutivas no município.
O G1 ainda não
conseguiu contato com a defesa dos ex-prefeitos e a assessoria da Polícia
Militar ainda não se manifestou sobre o mandado de prisão contra o oficial da
corporação.
De acordo com as investigações do
GAECC, os ex-prefeitos Renato Costa e Marcos Aurélio Dias contrataram, em seus
respectivos mandatos, por meio de licitações fraudulentas e direcionadas, a ONG
Casa Espírita Tesloo. O acordo seria para fornecimento de mão-de-obra
terceirizada para a prefeitura da cidade, incluindo a prestação de serviços
relacionados com a atividade fim, sem prévio concurso público, em desacordo com
o que determina a lei. Não há, no entanto, qualquer comprovação de que estes
supostos funcionários efetivamente prestavam os serviços para a ONG ou
trabalhassem para o município.
A Casa Espírita Tesloo, um centro
espírita, possuía apenas 15 funcionários registrados. Porém, pelos contratos
firmados, deveria fornecer pelo menos 1,2 mil trabalhadores terceirizados para
a Prefeitura de Guapimirim. Segundo os dois procedimentos investigatórios do
GAECC, no mandato do ex-prefeito Júnior do Posto, a ONG venceu uma licitação no
valor de R$ 17,8 milhões e recebeu todo este montante. Já na gestão do
ex-prefeito Marcos Aurélio, os valores subiram para R$ 66,5 milhões e também
foram efetivamente pagos.
Ainda segundo o GAECC, a ONG, que
depois teve seu nome alterado para Obra Social João Batista, é de
responsabilidade do PM Sérgio Magalhães. A Tesloo tem como administradora a
cunhada do PM. A sogra dele responde pelo cargo de presidente da ONG. Os três
têm mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara de Guapimirim.
As investigações apontam ainda que
o dinheiro público dos contratos era sacado em espécie numa agência bancária
dentro da Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), em
Irajá, na Zona Norte da cidade. Além disso, em seu mandato, entre 2012 e 2015,
o ex-prefeito Marcos Aurélio chegou a desobedecer decisão judicial motivada
pelas investigações para parar de efetuar os pagamentos.
As operações buscam ainda o
cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital do RJ,
em Guapimirim, Tanguá, Angra dos Reis e Cachoeiras de Macacu. Outros 17
servidores estão sendo investigados.
As ações tem apoio logístico da
Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de
Janeiro (CSI), da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria Estadual de
Segurança, da Corregedoria da Polícia Militar do Rio e da Delegacia de
Descoberta de Paradeiros da Polícia Civil (DDPA).
Por G1 Rio

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