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Ex-presidente
argentino Carlos Menem, em foto de arquivo
de 21 de
dezembro de 2011 (Foto: AFP)
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Aliança que governa o país
tinha pedido a impugnação da candidatura de Menem.
justiça eleitoral argentina
habilitou a candidatura do ex-presidente Carlos Menem, de 86 anos, ao Senado
nas legislativas de 22 de outubro, ao rejeitar a impugnação solicitada pela
aliança que governa o país.
A Câmara Nacional Eleitoral declarou
que a proposta "não tem interesse jurídico atual" e considerou
portanto que "a candidatura se encontra atualmente habilitada".
A aliança governista Mudemos havia
apresentado um recurso para impedir o ex-presidente (1989-99) de disputar as
primárias de 13 de agosto, com base na condenação a sete anos de prisão contra
ele pela venda ilegal de armas à Croácia e Equador entre 1991 e 1995.
Menem foi absolvido por um
tribunal e depois condenado por uma corte de revisão, motivo pelo qual tem
acesso a um "direito de recurso" cujo trâmite está pendente, entendeu
a Corte Suprema de Justiça ao rejeitar a impugnação.
O trâmite chegou ao tribunal
superior, que terminou ordenando à justiça eleitoral revisar a inabilitação do
pré-candidato determinada em primeira instância.
A aliança do presidente Mauricio
Macri havia solicitado à justiça eleitoral a adequação da lista com o nome de
Menem e sua substituição por outro candidato.
O trâmite impediu Menem de
disputar as primárias como pré-candidato do Partido Justicialista.
Mas, curiosamente, ele foi o
candidato mais votado em sua província natal de La Rioja porque as autoridades
eleitorais não tiveram tempo de imprimir novas cédulas sem o seu nome.
Em junho, a justiça confirmou a
sentença de 2013 contra Menem de sete anos de prisão por contrabando de
material bélico e 14 anos de perda dos direitos políticos. Menem não foi para a
prisão por possuir fórum parlamentar.
Por France Presse

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