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A
ex-procuradora geral da Venezuela, Luisa Ortega, fala
durante
encontro com representantes do Mercosul, em
Brasília, na quarta (23) (Foto: Evaristo
Sá/AFP)
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Sem mandato de prisão
internacional, Luisa Ortega poderia permanecer até 180 dias no país, mas
governo colombiano já disse que concederá asilo se ela pedir. Ex-procuradora
deixou Venezuela na semana passada e está atualmente no Brasil.
A ex-procuradora-geral da
Venezuela Luisa Ortega poderá entrar e sair livremente da Colômbia durante os
próximos seis meses enquanto define sua situação migratória, e até o momento
não existe nenhum mandado de prisão da Interpol contra ela, disse nesta quinta-feira
(24) o diretor do escritório de migração.
Ortega, destituída pela Assembleia
Nacional Constituinte da Venezuela, entrou na Colômbia na sexta-feira na companhia do marido, o
deputado Germán Ferrer, fugindo do que consideram uma perseguição do governo do
presidente Nicolás Maduro.
"Se não tem nenhum mandado de
prisão, poderá ingressar como qualquer outro estrangeiro em nosso território,
sem nenhum inconveniente", garantiu aos repórteres o diretor de Migração
da Colômbia, Christian Krüger.
"Por ora não há nenhum
impedimento. A maioria dos estrangeiros que ingressa com seu passaporte no país
pode ficar 90 dias no território nacional, prorrogáveis por até 90 dias",
explicou.
Ortega regressará à Colômbia
depois de vir ao Brasil, onde na quarta-feira afirmou ter provas de que o
presidente venezuelano se envolveu
em supostos atos de corrupção com a construtora Odebrecht, à qual acusou
de ter pago US$ 100 milhões a Diosdado Cabello, um dos homens fortes do governo
de Maduro.
O presidente socialista anunciou
que solicitará à Interpol um
alerta vermelho para a captura de Ortega por estar implicada em
delitos graves.
Ortega foi destituída de seu cargo em 5 de agosto,
a primeira medida da Assembleia Constituinte, que governa a Venezuela com
poderes absolutos, e o Tribunal Supremo de Justiça ordenou que ela seja processada.
A Colômbia anunciou que concederá
asilo à ex-procuradora-geral se ela o solicitar.
Ortega foi aliada do falecido
presidente Hugo Chávez desde sua nomeação, no final de 2007, mas rompeu com seu
sucessor e denunciou o governo depois de meses de protestos ocorridos neste ano
que deixaram mais de 100 mortos em meio a uma profunda crise política e
econômica.
Por Reuters

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