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Orlando
Figuera, de 22 anos, era manifestante pró-governo
e teve 80%
de seu corpo queimado (Marco Bello/Reuters)
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Orlando Figuera, de 22 anos, foi
atacado por um grupo de pessoas no último 20 de maio, durante um protesto em
Chacao, município de Caracas
O Ministério Público da Venezuela informou neste domingo
a morte de Orlando Figuera,
um jovem de 22 anos que foi queimado por
várias pessoas no último 20 de maio, durante um protesto na urbanização de Altamira, do município de Chacao,
em Caracas.
O MP explicou em sua conta no Twitter que
a vítima “morreu na madrugada deste domingo no Hospital Domingo Luciani” de
Caracas, sem maiores detalhes. Além disso, declarou que uma procuradora da
capital venezuelana examinará o caso.
Por sua parte, o ministro de
Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, afirmou que Figuera tinha sido
internado no hospital com queimaduras de primeiro e segundo grau em 80% do seu
corpo, bem como com várias feridas causadas por armas brancas.
“Acaba de falecer de parada cardiopulmonar o
jovem Orlando Figuera, apunhalado e queimado vivo por mentes doentes de ódio em
Altamira”, escreveu Villegas na mesma rede social. Por sua vez, o defensor
público, Tarek William Saab, declarou que o jovem foi “golpeado, esfaqueado e
queimado vivo por manifestantes”.
A procuradora-geral, Luisa Ortega
Díaz, declarou na sexta-feira que os supostos autores deste linchamento estão
identificados e solicitou ao Estado que prestasse à vítima o atendimento médico
correspondente pelo delicado estado de saúde em que se encontrava.
A Venezuela vive desde o último
dia 1º de abril uma onda de manifestações a favor e contra o governo que
deixaram até o momento, com o caso de Figuera, 65 mortos, mais de mil feridos e
422 pessoas detidas, segundo números do Ministério Público.
(Com EFE)

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