![]() |
© NILTON
FUKUDA/ESTADÃO Torquato Jardim,
novo
ministro da Justiça
|
BRASÍLIA - Mesmo sabendo que pode
ter havido perda de votos a favor da separação da chapa Dilma Rousseff-Michel
Temer, em razão dos desdobramentos da crise em decorrência das delações da JBS,
o Palácio do Planalto agora se apega às habilidades do novo ministro da
Justiça, Torquato Jardim, para ajudá-lo na elaboração de sua defesa.
Torquato foi anunciado substituto
de Osmar Serraglio, que foi convidado a comandar o Ministério da Transparência.
No entendimento do Planalto, a
exemplo do que fez José Eduardo Cardozo, quando era ministro da Justiça da
presidente cassada Dilma Rousseff, Torquato será bem mais ativo não só na
defesa de Temer, como na defesa do próprio governo. Torquato é advogado experiente,
professor e já atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na esteira da defesa, nesta
terça-feira, 30, os advogados do presidente começam um corpo a corpo entre os
ministros da corte eleitoral para apresentar um memorial com o resumo dos
argumentos da defesa.
Os advogados entendem que o
ambiente político não é o mesmo do início do julgamento. A visão é de que será
preciso se dedicar ainda mais para mostrar as razões para que Temer não seja
cassado na ação proposta pelo PSDB, em 2014, sob acusação de abuso de poder
econômico e político.
Em outra frente, a defesa de Temer
participou nesta segunda-feira, 29, de audiência com o ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, para rebater os
argumentos da Procuradoria-Geral da República contra o presidente.
Na sexta-feira, o
procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a Fachin a autorização para tomar
depoimentos dos investigados no inquérito aberto contra Temer, o senador
afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures
(PMDB-PR).

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!