Batalhão da PM de Niterói inaugura centro de monitoramento com 300 câmeras, em parceria com ONG

Sala de Operações no 12º Batalhão de Polícia Militar
de Niterói é inaugurada (Foto: Miguel Folco / G1)
Agentes do batalhão de Niterói e funcionários da Viver Bem vão monitorar imagens 24 horas. Segundo dados do ISP, crimes como roubo e homicídios cresceram cerca de 50%.
Em parceria com a ONG Viver Bem, o 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ganhou um novo centro de monitoramento para controlar cerca de 300 câmeras em alta definição.
O G1 vistou o espaço inaugurado na terça-feira (9). Das 300 câmeras, 160 podem ser monitoradas simultaneamente em 10 telas, por agentes do batalhão e funcionários da ONG. O acompanhamento ocorre durante 24 horas.
A inauguração ocorre dias após o jornal "O Globo" divulgar que apenas 80 das 382 câmeras do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) estão funcionando. O espaço foi inaugurado em 2015, na Região Oceânica, com o objetivo de aumentar a segurança.
No novo centro de monitoramento, as câmeras usadas serão as mesmas que a ONG já usava para monitorar trânsito, em uma sede própria. Os equipamentos, no entanto, foram redistribuídos em locais estratégicos da cidade, de acordo com o planejamento da Polícia Militar.
Anteriomente, os locais e ângulos eram definidos pela Viver Bem, com objetivo de acompanhar o tráfego, mas as imagens também eram fornecidas para investigações de crimes.
De acordo com o coronel Marcio Rocha, comandante do 12º BPM, a nova central vai contribuir para a melhoria da segurança pública de Niterói e agilizará o processo de investigações e ocorrências policiais.
“Essa nova ferramenta certamente ajudará a identificar suspeitos, executar prisões em flagrante e gerenciar as crises e grandes eventos. Dessa sala de monitoramento haverá controladores da Viver Bem e policiais que, ao observarem um suspeito, poderão, rapidamente, acionar uma viatura para checar no local. Isso aumenta o nosso tempo de resposta. Vamos ter cinco pessoas trabalhando 24 horas”, disse o coronel.
Dados da insegurança
Os dados do Instituto de Segurança Pública traduzem a sensação de insegurança vivida pelos moradores da cidade. Na comparação de março de 2016 com março de 2017, os principais índices apresentam aumento:
O coronel Gilson Chagas, secretário de Ordem Pública de Niterói (Seop), destaca que o diferencial da segurança de Niterói para outras cidades do Rio de Janeiro é a integração.
"Estamos em uma nova fase de adaptação. Nós crescemos demais e não tínhamos mais espaço e resolvemos dividir. Tivemos a consciência de que quanto mais pessoas estiverem assistindo nossas câmeras melhor seria para a cidade. O atendimento será muito mais rápido. Vamos expandir cada vez mais. Vamos adequar novas câmeras, de acordo com a mancha criminal e trazer também as imagens de outros parceiros para a sala de monitoramento”, destaca o presidente da associação Viver Bem, Felipe Almeida.
As câmeras de segurança que já estavam instaladas pela ONG Viver Bem nas ruas de Icaraí, região nobre da cidade, flagraram vários casos de roubos. Em setembro de 2016, dois assaltos foram registrados pelas câmeras. Na ocasião, uma banda de Rock teve o carro roubado no cruzamento das ruas Moreira César e Lopes Trovão, em Icaraí.
Também no mesmo bairro, jovens que conversavam em frente ao bar Sport's Bar, na Rua Tavares de Macedo, foram abordados por criminosos e tiveram seus pertences roubados.
Em novembro do mesmo ano, no cruzamento das ruas Gavião Peixoto e Presidente Backer, quatro criminosos assaltam uma mulher em um veículo.
Um mês depois, moradores de Icaraí foram vítimas de arrastão. Segundo moradores, quatro homens em duas motos realizaram uma série de assaltos no cruzamento das ruas Tavares de Macedo com Álvares de Azevedo.
Mesmo com o aumento no número de câmeras vigiando a cidade 24 horas por dia, muitos moradores do bairro de Icaraí dizem mudar a rotina com medo de novos assaltos.
"Eu não ando em Icaraí depois das 20h. Para quê? Para ser assaltada? Eu já sei que é perigoso. Prefiro ficar é em casa mesmo.", diz moradora que preferiu não se identificar.

Por Bruno Albernaz, G1 Rio
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