O empresário Marcelo Odebrecht,
ex-presidente da holding Odebrehct S.A., será ouvido pelo corregedor do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Herman Benjamin, na tarde desta
quarta-feira (1º), em Curitiba.
O depoimento está marcado para as
14h30, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). De acordo com
o TSE, o ministro deve ir a Curitiba para participar do depoimento.
Marcelo Odebrecht vai ser ouvido
como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa
Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na
eleição presidencial de 2014.
A determinação do TSE para que
Marcelo Odebrecht fosse ouvido é do dia 22 de fevereiro.
Para o ministro, pelo que foi
narrado das colaborações premiadas da Odebrecht, o empreiteiro pode ajudar com
informações relevantes para as ações apresentadas pelo PSDB, nas quais o
partido aponta uma série de irregularidades, entre elas o financiamento ilegal
por empresas investigadas na Operação Lava Jato.
Outros dois executivos ligados a
Odebrecht, que fecharam acordo de delação premiada, também prestarão
depoimento.
Eles vão ser ouvidos na quinta
(2), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. São eles: Cláudio Melo
Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, e o ex-dirigente da
empresa Alexandrino de Salles Ramos. O depoimento deles estava marcado para
quarta-feira, mas, foi remarcado.
Marcelo Odebrecht na Lava Jato
Atualmente, Marcelo Odebrecht está
detido na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense. Ele foi
preso na 14 fase da Operação Lava Jato, em junho de 2015.
O empreiteiro foi condenado a 19
anos e quatro meses de prisão por envolvimento no esquema de corrupção
descoberto na Petrobras pela Lava Jato. Além disso, Marcelo Odebrecht responde
a outras três ações penais oriundas da Operação Lava Jato, na Justiça Federal
do Paraná.
Alexandrino de Salles Ramos de
Alencar também já foi condenado pela Lava Jato, por lavagem de dinheiro e
corrupção ativa. Assim como Marcelo Odebrecht, ele foi preso na 14ª etapa da
operação, mas deixou a cadeia meses depois por determinação do Supremo Tribunal
Federal (STF).
Cláudio Melo Filho chegou a ser
investigado na Lava Jato, sendo alvo de condução coercititva – quando a pessoa
é obrigada a prestar depoimento – , mas
não responde a nenhum processo.
Delação
A presidente do STF, a ministra
Cármen Lúcia, homologou as 77 delações de executivos e ex-executivos da
construtora Odebrecht no dia 30 de janeiro.
Com a decisão da ministra, o
material foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai
analisar os documentos para decidir sobre quais pontos irá pedir abertura de
investigação.
Da RPC e do G1 PR

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