A situação
de precariedade dos postos, Hospital e Pronto-Socorro preocupa os gestores, que
já começam a implantar medidas para melhorar o estado geral da Saúde no
Município.
O prefeito
Carlos Augusto, o secretário de Saúde, Marcelino Dias Borba, e a subsecretária
de Saúde, Rosemeri Azevedo, participaram, na terça-feira, dia 3, da primeira
reunião ordinária de 2017 do Conselho Municipal de Saúde para explicar a
realidade da Rede Municipal encontrada pela nova gestão. No encontro, o
secretário Marcelino apresentou ações de curto e médio prazos para recuperar a
qualidade dos serviços de saúde pública prestados à população, que incluem
maiores investimentos na Estratégia de Saúde da Família -
ESF, transferência de serviços de unidades e contratação emergencial de
profissionais.
O prefeito
Carlos Augusto ressaltou que a Saúde é uma prioridade nesta gestão. "Já no
primeiro dia de governo, estivemos vistoriando o Hospital, o Pronto Socorro e
algumas unidades para ver a real situação. Fizemos questão de estar junto com o
Conselho nesta reunião para apresentar algumas medidas que vão otimizar os
serviços e garantir a melhoria no atendimento. Isso mostra a transparência com
que vamos trabalhar e o nosso compromisso", destacou.
Durante o
seu pronunciamento, Marcelino fez questão de ressaltar que a equipe de saúde
conta com a participação do Conselho Municipal para poder melhorar o
atendimento à população. "Eu e minha equipe vamos trabalhar em conjunto
com os conselheiros e com os servidores. As decisões serão tomadas de forma
coletiva sempre em benefício da saúde da população. Dessa forma vamos fazer a
verdadeira humanização da saúde", declarou.
A situação
de precariedade dos postos, Hospital e Pronto-Socorro preocupa os gestores, que
já começam a implantar medidas para melhorar o estado geral da Saúde no
Município.
AUDIÊNCIA -
Os gestores informaram ainda que será realizada uma Audiência Publica, na
Câmara Municipal, para apresentar a real situação da Saúde no Município.
AÇÕES DE
MELHORIA – Entre as medidas apresentadas pelo prefeito e secretário de
Saúde e discutidas com os conselheiros está a implantação da livre demanda nos
postos com Estratégia de Saúde da Família – ESF, além das consultas já
pré-agendadas, como forma de desafogar os serviços de urgência e emergência.
Outra prioridade é a abertura de processo seletivo para contratação de agentes
comunitários de saúde, como forma de aumentar a cobertura da ESF e
consequentemente a captação de recursos.
Será
retomado o serviço de coleta de sangue, para exames, em todos os postos de
saúde. O atendimento do Posto de Saúde da Boca da Barra será totalmente
redirecionado ao Posto de Saúde Dona Edimeia, uma vez que a unidade de Boca da
Barra não apresenta as condições adequadas e ocupa um prédio alugado, com
débitos, trazendo ônus para o Município.
A base do
serviço de Resgate será transferida para o Pronto-Socorro. A Vigilância
Sanitária, que hoje ocupa um imóvel alugado de alto custo, passa a ocupar o
prédio da antiga delegacia do Município, em Costazul. Os serviços do Centro de
Reabilitação de Rocha Leão passarão a funcionar no Posto de Saúde da
localidade.
Como forma
de garantir a presença dos profissionais nas unidades, será implantado o
controle de ponto por biometria.
Os serviços
do COGA – Coordenação de Controle, Avaliação e Auditoria serão itinerantes para
atender a localidades mais distantes, como Rocha Leão, Cantagalo e Mar do
Norte.
Será criado
um minicentro cirúrgico no Centro de Saúde de Nova Cidade para pequenos
procedimentos, como forma de reduzir as cirurgias no Hospital Municipal.
Também foi
identificada a necessidade de criação de um anexo junto à Farmácia Municipal
para redistribuição de medicamentos especiais, para que os pacientes não
precisem se deslocar até Macaé.
Para
viabilizar as mudanças e manter o atendimento, o Município propõe contratação
emergencial de profissionais para o Hospital, Pronto-Socorro e Rede Básica,
para os postos de ESF, além de cuidadores para Residência Terapêutica.
Também foi
identificada a necessidade de contratação emergencial de serviços e
fornecedores de medicamentos e insumos, uma vez que não há contratos para
atender a várias necessidades da população, além de aquisição e manutenção de
oxigênio.
As propostas
apresentadas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho.

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